"Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada."
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês

sábado, 16 de maio de 2015

Trilha Sonora (191) - Zé Ramalho

Chão de Giz
Zé Ramalho
Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes

Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar, quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom

Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Pra sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de boy
That's over, baby!
Freud explica

Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular

No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais!

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Descanse em Paz - B. B. King

Morreu ontem(14/05) aos 89 anos, o "Rei do Blues", um dos maiores 
guitarristas de todos os tempos, B.B. King. A lenda gravou mais de 50 
discos em quase 60 anos de carreira, e ganhou 16 Prêmios Grammy.

Riley B. King, nasceu em 16 de setembro de 1925, no Mississippi,
 nos Estados Unidos. B.B. King criou um estilo autêntico de guitarra.
 Em seus solos, ao contrário de outros guitarristas, o "Rei do Blues"
 preferia usar poucas notas. Ele dizia que conseguia fazer uma 
nota valer por mil. King se casou duas vezes. Primeiro com 
Martha Lee Denton, com quem viveu entre 1946 e 1952; e,
 depois com Sue Carol Hall, entre 1958 e 1966. 
O artista deixa 14 filhos e mais de 50 netos.

(°> Saiba mais: G1 >>>    ////    Wikipédia >>>


- “Quero ser melhor, muito melhor do que sou hoje.
 Não se está morto até morrer. Serei um garoto até a morte.” 

- “A beleza do aprendizado é que ninguém pode roubá-lo de você.” 

  B.B. KING  
(16 de Setembro de 1925 - 14 de Maio de 2015)

Poesia a Qualquer Hora (194) - Nicanor Parra

O Homem Imaginário

O homem imaginário
vive numa mansão imaginária
rodeada de árvores imaginárias
à margem de um rio imaginário

Dos muros que são imaginários
pendem antigos quadros imaginários
irreparáveis rachaduras imaginárias
que representam feitos imaginários
ocorridos em mundos imaginários
em lugares e tempos imaginários

Todas as tardes tardes imaginárias
sobe as escadas imaginárias
e se debruça na varanda imaginária
olhando a paisagem imaginária
que consiste num vale imaginário
circundado de colinas imaginárias

Sombras imaginárias
vêm pelo caminho imaginário
entoando canções imaginárias 
à morte do sol imaginário

E nas noites de lua imaginária
sonha com a mulher imaginária
que o brindou com amor imaginário
volta a sentir essa mesma dor
esse mesmo prazer imaginário
e volta a palpitar
o coração do homem imaginário

Nicanor Parra

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Cena de Cinema # 176 - Uma História Real

(Uma História Real - 1999) +

Imagens da Vez: A Arte de Troqman

10 Desenhos de Troqman




  



Em seu caderno, o artista interage seus desenhos com
 cenários reais.Troqman é um ilustrador francês, e que
 atualmente vive em Amsterdã, na Holanda.


Desenhos originais, irreverentes e com um senso de humor incrível.
(°> Veja mais: Cartoon Bombing >>>

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Frase para a Semana

“ Não diga que a vitória 
está perdida. Tenha fé em
Deus, tenha fé na vida. 
Tente outra vez! ”
Raul Seixas
(Salvador, 28 de junho de 1945 - São Paulo, 21 de agosto de 1989)
Cantor e compositor brasileiro, frequentemente considerado 
um dos pioneiros do rock brasileiro.

domingo, 10 de maio de 2015

Rosberg vence o GP da Espanha 2015 de Fórmula 1

Retrato de Mãe, por Don Ramon Angel Jara

Retrato de Mãe

Uma Simples mulher existe que, pela imensidão de seu amor, tem um pouco de Deus;

e pela constância de sua dedicação, tem muito de anjo; que, sendo moça pensa como uma anciã e, sendo velha , age com as forças todas da juventude;

quando ignorante, melhor que qualquer sábio desvenda os segredos da vida e, quando sábia, assume a simplicidade das crianças;

pobre, sabe enriquecer-se com a felicidade dos que ama, e, rica, empobrecer-se para que seu coração não sangre ferido pelos ingratos;

forte, entretanto estremece ao choro de uma criancinha, e, fraca, entretanto se alteia com a bravura dos leões;

viva, não lhe sabemos dar valor porque à sua sombra todas as dores se apagam, e, morta tudo o que somos e tudo o que temos daríamos para vê-la de novo, e dela receber um aperto de seus braços, uma palavra de seus lábios.

Não exijam de mim que diga o nome desta mulher se não quiserem que ensope de lágrimas este álbum: porque eu a vi passar no meu caminho.

Quando crescerem seus filhos, leiam para eles esta página: eles lhes cobrirão de beijos a fronte; e dirão que um pobre viandante, em troca da suntuosa hospedagem recebida, aqui deixou para todos o retrato de sua própria Mãe.

Autor: Don Ramon Angel Jara - Bispo de La Serena - Chile
(Tradução de Guilherme de Almeida)

Mãe é mãe...

sábado, 9 de maio de 2015

5 Links - # 126 >>>

Trilha Sonora (190) - Paulinho da Viola

Sinal Fechado
Paulinho da Viola
Olá, como vai ?
Eu vou indo e você, tudo bem ?
Tudo bem eu vou indo correndo
Pegar meu lugar no futuro, e você ?
Tudo bem, eu vou indo em busca
De um sono tranquilo, quem sabe ...
Quanto tempo... pois é...
Quanto tempo...
Me perdoe a pressa
É a alma dos nossos negócios
Oh! Não tem de quê
Eu também só ando a cem
Quando é que você telefona ?
Precisamos nos ver por aí
Pra semana, prometo talvez nos vejamos
Quem sabe ?
Quanto tempo... pois é... (pois é... quanto tempo...)
Tanta coisa que eu tinha a dizer
Mas eu sumi na poeira das ruas
Eu também tenho algo a dizer
Mas me foge a lembrança
Por favor, telefone, eu preciso
Beber alguma coisa, rapidamente
Pra semana
O sinal ...
Eu espero você
Vai abrir...
Por favor, não esqueça,
Adeus...

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Cuiabá é o Campeão da Copa Verde 2015

O time de Mato Grosso é o Campeão da Copa Verde 2015. O Cuiabá
 conquistou o título ontem (07/05), ao vencer o Remo por 5x1, na Arena
 Pantanal, em Cuiabá. Uma vitória heroica, pois no jogo de ida, o time de 
Cuiabá havia perdido por 4x1, no Estádio Mangueirão, em Belém.

> Tabela à partir das quartas de final:

Poesia a Qualquer Hora (193) - Rangel Alves da Costa

Dia

Dia amarelo
sem sol ter saído
dia nublado
sem chuvisco caído
dia sem tarde
com manhã já ter ido
dia sem horas
nesse tempo sumido
dia sem grito
no espanto contido
dia sem dia
pelo dia traído
dia sem amanhã
pelo ontem destruído
dia mais triste
sem que eu tenha vivido
dia que vivo
com medo de ter morrido.

Rangel Alves da Costa

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Sutilezas Literárias # 047 - Daniel Galera

6h08
"Segurando com firmeza o volante do automóvel que está prestes a dirigir ao longo de quatro dias e três noites até a região mais elevada do Altiplano Boliviano, sente a náusea típica daquele último instante em que ainda parece viável voltar atrás com relação a algo que, no fundo, sabemos não ter volta, porque já foi decidido e planejado há muito tempo. Essa hesitação inútil é ainda mais incômoda por causa do silêncio duradouro das seis horas da manhã de um sábado. Em vez de girar a chave na ignição, fica à espera de algum ruído, como se isso pudesse dar o peteleco que faltava pra ele ser jogado pra frente, forçado a ligar o carro, buscar Renan em casa no horário combinado e ir ao encontro do que prometia ser a maior aventura de sua vida. A Adri tinha avisado na noite anterior que não levantaria da cama pra se despedir. Por isso, a partir do momento em que o despertador do telefone celular tocou a musiquinha da Família Addams, às cinco e quinze, ele fez o máximo de barulho possível pra mijar, lavar o rosto, vestir uma calça confortável de abrigo, camisa pólo, tênis e boné da clínica cirúrgica, preparar uma tigela de iogurte integral com granola e uma quantidade absurda de mel, escovar os dentes, tropeçar propositalmente na cama e no banquinho do closet, sintonizar o rádio em volume desnecessariamente alto em uma estação AM pra conferir a previsão do tempo, retornar pro quarto do casal sem motivo nenhum e sair dele logo em seguida, abrir a porta do quarto da Nara, cujo sono infantil quase perturbou na esperança de que isso comovesse a esposa, abrir e fechar desnecessariamente a porta do bagageiro pra espiar a bagagem que havia guardado, organizado e checado trocentas vezes na noite passada, voltar pra dentro de casa sem motivo e, finalmente, sair, fechando a garagem pela última vez e batendo a porta do carro com raiva, mas apesar de todo esse esforço a Adri cumpria a ameaça e devia estar fingindo que dormia até agora, aguardando o breve rangido elétrico da ignição iniciar os ciclos de combustão da gasolina dentro dos pistões do Mitsubishi Pajero TR4. 

Por fim, decide proporcionar a ela essa satisfação e gira a chave, dá a partida no motor e acelera algumas vezes em ponto morto, somente pelo prazer de romper a quietude, fantasiando que naquele exato instante, na cama, ao perceber que ele estava realmente partindo, ela se arrependia mortalmente de não ter dado um beijo de despedida, na bochecha que fosse, e lhe desejado boa sorte. Descendo o carro lentamente pelas faixas paralelas de granito que cortam o gramado uniforme do jardim em frente à casa, decide que vai desligar o celular assim que cair na estrada e esperar dois ou três dias antes de telefonar pra ela dando notícias. Com as ruas da cidade desertas, pretende chegar ao sítio do Renan na Vila Nova em no máximo vinte e cinco minutos. Mantém as janelas do carro fechadas, e o ruído dos pneus sobre o pavimento irregular soa longínquo e fofo, dando a impressão de que está dentro de um aquário, separado do mundo. Abre completamente a janela da porta do motorista e tudo se transforma, a começar pelo barulho crocante dos pneus. O sol, que deve estar despontando por trás de algum edifício, cobre as casas, prédios, árvores e os paralelepípedos das ruas secundárias da Bela Vista com uma luz embaçada entre o amarelo e o rosa.

 Três estrelas heroicas resistem no céu que deixou de ser noturno há uns cinco, no máximo dez minutos. O ar está fresco e saturado de oxigênio. Enche os pulmões pelo nariz, preenchendo cada alvéolo até o limite da capacidade, e prende o fôlego por uns três segundos. Daqui a poucos dias estarão, ele e Renan, quatro mil e setenta metros acima do nível do mar em algum hotelzinho de Potosí, que divide o título de cidade mais alta do planeta com Lhasa, no Tibete, os dois deitados em beliches, repousando e ingerindo volumes imensos de líquido em busca de uma aclimatação adequada, evitando arruinar tudo logo no começo com uma embolia pulmonar. Assim que pega a Carlos Trein Filho pra descer até a Nilo Peçanha, lembra da pergunta que Renan fez de repente, sem mais nem menos, quando descansavam no topo da Pedra da Cruz, no final de tarde de um domingo do mês de abril, quase sete meses atrás. Tinham acabado de escalar a via Prosciutto Crudo, conquistada e batizada pelo próprio Renan. Desde que tinha passado duas semanas em férias escalando no litoral da Sardenha, em agosto de 2002, Renan batizava suas vias com expressões aleatórias em italiano. Aquele foi provavelmente o melhor fim de semana que passaram em Minas do Camaquã, uma vila fantasmagórica perto da qual se ergue um conjunto de formações rochosas que parece uma seqüência de quatro gigantescas ondas de pedra maciça rasgando uma paisagem de morros suaves e rios. Situada no sudoeste do Rio Grande do Sul, a vila se desenvolveu a partir do início do século XX, com a descoberta de jazidas de cobre, ouro e prata. As reservas se esgotaram, e a mineração foi encerrada em meados dos anos 1990. Hoje a vila é habitada por algo entre uma e duas centenas de famílias, em boa parte de mineradores aposentados, e suas casas e ruas abandonadas, cercadas de uma geografia mutilada pela extração de minérios, dão um adorável ar de fim do mundo a um recanto já naturalmente isolado. A turma da qual fazem parte ele, Renan e mais um punhado de alunos da academia foi uma das primeiras a freqüentar a região pra praticar montanhismo. Percorriam os trezentos quilômetros entre Porto Alegre e Minas do Camaquã no sábado cedinho, passavam o dia escalando e a noite traçando um churrasco, escalavam mais um pouco no domingo e retornavam pra Porto Alegre à noite, Renan de volta pras paredes artificiais indoor da Condor, a academia esportiva na Tristeza da qual era dono, e ele pro seu consultório na Quintino Bocaiúva e pras salas de cirurgia do Mãe de Deus Center.

 A escalada, pra ele, sempre foi antes de tudo um método de exploração dos limites físicos e mentais, um exercício prazeroso de resistência muscular e concentração, praticado com disciplina e regularidade, que acabou entranhado em sua rotina, mas quando consegue se livrar de suas pacientes e acompanhar as saídas da turma da Condor nos finais de semana, a prática se torna algo além disso, um parêntese que interrompe o fluxo mais ou menos previsível de sua vida profissional e familiar. Já pro Renan a escalada é a própria rotina. Quando não está trabalhando como instrutor e sócio administrativo na Condor ou dando aulas de escalada técnica pra grupos particulares e instituições diversas, está em algum lugar do Brasil, da América Latina ou de outras partes do globo, escalando vias dificílimas de nível 9 ou 10, acumulando gigabytes de fotos digitais que registram alguns feitos consideráveis do montanhismo nacional, como a encadenação em tempo recorde da "Massa Crítica", na Barra da Tijuca, e a conquista da sua "Francobolo", considerada até a presente data a via esportiva mais difícil do Sul do Brasil, uma 10b repleta de passadas explosivas no teto da Gruta da Terceira Légua, em Caxias do Sul. Apesar da relação de seus egos com a escalada ser um tanto diferente, ele e Renan se tornaram grandes amigos logo que se conheceram na Condor, e desde então, sempre que as brechas das agendas coincidem, viajam juntos de carro nos finais de semana e feriados pra escalar na rocha, numa média de dez vezes por ano nos últimos três anos. Estiveram no Itacolomi, em Torres, Cotiporã, Salto Ventoso, Pico da Canastra e Ivoti. Mas seu destino favorito vinha sendo as Minas do Camaquã, onde os acampamentos montados pra passar a noite de sábado pra domingo se tornaram tão divertidos, com fogueiras e conversas madrugada adentro, que numa ocasião a Adri tinha consentido em deixar a Nara com os pais dele pra lhe fazer companhia na saída de fim de semana, apesar do terror que sentia de ver outros seres humanos pendurados nas alturas, terror que ele definia, em tom de brincadeira, como "acrofobia derivada", enquanto Renan dizia que era cagaço mesmo. No fim ela se encantou com a natureza do lugar, perguntou pra que serviam os mosquetões, o freio oito, o magnésio, quis saber o comprimento das cordas, o método de fixação dos grampos na rocha, e chegou a escalar uns quatro ou cinco metros de altura, antes de começar a berrar de pavor. À noite, ela fumou muita maconha, bebeu muito vinho e ajudou todo mundo a tirar sarro da cara dele por não beber nem fumar maconha. Fez amizade e passou cerca de uma hora trocando confidências e segredinhos com a Keyla, namorada e aluna do Renan. Ao presenciar a rápida intimidade das respectivas companheiras, Renan ficou balbuciando em seu ouvido frases ininteligíveis nas quais se destacava a palavra "suingue", e isso era bem a cara do Renan. Naquela noite a Adri ficou implicante, incoerente, desfigurada e alegre, e ele ficou feliz em ver ela daquele jeito. Mas aquela foi a primeira e última vez que a Adri foi escalar com ele. Ela simplesmente perdeu o interesse, como se tivesse esgotado todas as possibilidades de fruição numa única viagem. Ele e Renan, entretanto, prosseguiram. Precisava cada vez mais da endorfina, da adrenalina e do estado mental quase meditativo que a escalada na rocha proporcionava. Renan precisava seguir fazendo aquilo que fazia melhor: vencer desafios em boulders com a graça de uma aranha bailarina, abrindo novas vias que seriam repetidas e respeitadas por inúmeros outros escaladores. E naquele dia de abril, quando já estavam sentados na pedra, descansando e admirando a vista do cume da Pedra da Cruz, Renan perguntou, sem desviar os olhos da paisagem: "Tá a fim de fazer um lance totalmente Coração das Trevas?". Ainda meio zonzo, extasiado pelo esforço e pela conquista, ele seguia com os olhos um gavião que estava empoleirado na enorme cruz branca que dá nome à Pedra da Cruz e tinha recém levantado vôo, batendo as asas contra um céu laranja estriado de nuvens brancas.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Cena de Cinema # 175 - O Grande Lebowski

(O Grande Lebowski - 1999) +

Centenário de Nascimento de Orson Welles

Hoje 100 anos de nascimento de Orson Welles

George Orson Welles, nasceu em 6 de maio de 1915, em Kenosha no Wisconsin, nos EUA.

Orson Welles foi ator, produtor, roteirista e diretor de cinema norte-americano, iniciando sua carreira no teatro em Nova York em 1934.

Órfão aos quinze anos, após a morte do seu pai (sua mãe morreu quando ainda tinha 9 anos), George Orson Welles começou a estudar pintura em 1931, primeira arte em que se envolveu. Adolescente, não via interesse nos estudos e em pouco tempo passou a atuar. Tal paixão o levou a criar sua própria companhia de teatro em 1937. Em 1938, Orson Welles produziu uma transmissão radiofônica intitulada A Guerra dos Mundos, adaptação da obra homônima de H. G. Wells, e que ficou famosa mundialmente por provocar pânico nos ouvintes, que imaginavam estar enfrentando uma invasão de extraterrestres. Um Exército que ninguém via, mas que, de acordo com a dramatização radiofônica, em tom jornalístico, acabara de desembarcar no nosso planeta. A repercussão do evento foi tão grande que, logo a seguir, Orson Welles fechou um contrato milionário com Hollywood para fazer dois filmes, com total liberdade para produzir, escrever os roteiros, dirigir e atuar.

A fama do jovem Welles começava.

Foi casado com a atriz Rita Hayworth e tiveram a filha Rebecca. O casal divorciou-se em 1948.

Sua estreia no cinema, em filmes de longa metragem, ocorreu em 1941 com "Cidadão Kane" (Citizen Kane), considerado pela crítica como um dos melhores filmes de todos os tempos e o mais importante dirigido por ele. 

Orson Welles morreu de ataque cardíaco em sua casa em Hollywood, Califórnia, em 10 de outubro de 1985, aos 70 anos, e, segundo a lenda, teria feito o seguinte comentário sobre sua profissão antes de morrer: "Esse é o maior trem elétrico que um menino já teve.


Alguns de seus filmes como diretor:
1941 - Cidadão Kane
1942 - Soberba
1946 - O Estranho
1948 - Macbeth - Reinado de Sangue
1952 - Othelo
1958 - A Marca da Maldade
1962 - O Processo
1992 - Dom Quixote

(°> Fonte: Wikipédia >>>

CIDADÃO KANE
Orson Welles retratou em "Cdadão Kane" a vida e a decadência 
de um magnata da comunicação norte-americana, baseado na história
 do milionário William Randolph Hearst. Esse filme foi um marco na
carreira do ator. Mesmo estando pronto, "Cidadão Kane" quase não
 saiu, fruto de problemas com Hearst. Ele teve nove indicações para o
 Oscar, mas venceu apenas um, o de melhor roteiro original.

Cena Inicial de Cidadão Kane
Trailer Original de Cidadão Kane

Trecho de "O Processo" baseado no livro de Franz Kafka

" O cinema não tem fronteiras nem limites. 
É um fluxo constante de sonho. "
- ORSON WELLES (1915 - 1985)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Dado Villa-Lobos mostra cenas inéditas de Renato Russo

Reportagem do Fantástico da Rede Globo mostrou ontem cenas inéditas
 de Renato Russo. As imagens raríssimas, que fazem parte do acervo 
do guitarrista e compositor Dado Villa-Lobos, revelam a Legião Urbana em 
 estúdio, ensaiando, criando canções que se transformaram em clássicos.


Frase para a Semana

" Muitas pessoas são bastante 
educadas para não falar 
com a boca cheia, porém não
se preocupam em fazê-lo
com a cabeça oca. "
Orson Welles
(Kenosha, Wisconsin, 6 de maio de 1915 - 
Hollywood, 10 de outubro de 1985)
Foi um cineasta estadunidense. 
Diretor do Filme "Cidadão Kane" (1941)

domingo, 3 de maio de 2015

Santos é o Campeão Paulista 2015; Veja também outros campeões estaduais

O Santos em sua 7ª Final consecutiva do Campeonato Paulista, 
conquistou seu 21º título, ao derrotar nos pênaltis o Palmeiras.
No Rio de Janeiro, o Vasco foi campeão carioca depois de 12 anos  
e conquistou seu 23º título. No Rio Grande do Sul, o Internacional
 conquistou seu 5º título consecutivo, em sua 8ª final consecutiva, 
conquistando 7 títulos, neste período.Em Minas Gerais, o Galo 
conquistou seu 43º título mineiro.


sábado, 2 de maio de 2015

5 Links - # 125 >>>

Trilha Sonora (189) - Guilherme Arantes

Planeta Água
Guilherme Arantes

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho
E deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que caem das pedras
No véu das cascatas, ronco de trovão
E depois dormem tranquilas
No leito dos lagos
No leito dos lagos

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d'água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas na inundação

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

Água que nasce na fonte serena do mundo
E que abre um profundo grotão
Água que faz inocente riacho
E deságua na corrente do ribeirão

Águas escuras dos rios
Que levam a fertilidade ao sertão
Águas que banham aldeias
E matam a sede da população

Águas que movem moinhos
São as mesmas águas que encharcam o chão
E sempre voltam humildes
Pro fundo da terra
Pro fundo da terra

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água
Terra! Planeta Água

sexta-feira, 1 de maio de 2015

21 anos sem Ayrton Senna

(°> Acesse pra saber mais: Ayrton Senna Oficial >>>

Poesia a Qualquer Hora (192) - Vilma Piva

Mãos do Trabalhador

Palma aberta com grandes traços
Enveredando por toda a mão,
Linhas que se confundem
Com trabalho e oração.

Dedos grossos e alongados
Tentáculos da ocupação
Se separados pela distância,
Curvam-se na força da união.

Mãos fortes, calejadas,
Em seus traços reveladores
Na extensão e profundidade
Expõem a labuta e a seriedade.

E no côncavo da palma da mão
Mãos postas em oração
No aconchego da fé
Uma à outra se entrelaçam
A pedir proteção a São José.

E no âmago dessas mãos
Repousam com valentia
As sementes germinadoras
Do sustento de cada dia.

Vilma Piva