"Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada."
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Medo

Hoje, 114 anos do nascimento de DRUMMOND

Frase para a Semana

"Todos nós temos nossas
máquinas de tempo. Algumas
nos levam de volta, elas são 
chamadas recordações.
Algumas nos levam adiante, 
elas são chamadas sonhos."
Jeremy Irons

 (St. Helen's, Ilha de Wight, 19 de setembro de 1948) 
É um premiado ator britânico nascido a Inglaterra. 
Vencedor de um Oscar, três Emmys e dois Globos de Ouro.

domingo, 30 de outubro de 2016

20 Times da Bahia - Escudos, Mascotes e Data de Fundação

Republicano x Democrata



 Partido Republicano 


O partido foi fundado em 1854 por abolicionistas. Desde então tiveram 18 presidentes, o primeiro sendo Abraham Lincoln e o último George W. Bush. Os republicanos são bem conservadores, eles dividem o partido em alas, são elas:
  • Direita Cristã – Não é a maior, mas consegue mobilizar uma grande parte de eleitores. São contra o aborto, casamento gay, eutanásia e pesquisa de célula-tronco.
  • Conservadores sociais – É bem parecida com a primeira, eles também defendem o direito da família, mas não são tão religiosos, mesmo assim são contra tudo que foi citado acima mais a liberação das drogas.
  • Conservadores fiscais – Eles defendem o direito a propriedade privada, a redução de impostos, a privatizações e ao porte legal de arma, também são contra o aborto e o casamento gay, são bem semelhantes aos conservadores sociais.
  • Neoconservadores – Essa ala defende a política intervencionista com ações militares em países que os interesses dos EUA estão ameaçados. Eram os maiores defensores da Guerra do Iraque.
  • Moderados – Uma ala que não se preocupa com questões religiosas, defendem a pena de morte, a legalização da maconha, a pesquisa de células-tronco e alguns programas sociais. Essa é a maior ala, mas tem perdido força ao longo do tempo.
  • Libertários – É bem diferente das outras alas, eles se opõem a gastos sociais, querem a redução de impostos e são favoráveis a privatização. Também defendem a liberdade individual.
  • Liberais – Uma das mais antigas alas do partido, tem bastante força no estado de Nova York, eles defendem os programas sociais, o aumento de alguns impostos, e toleram o casamento gay, aborto, controle de amas, entre outros, mas são contra a pena de morte, grande parte desses eleitores não são religiosos.
O simbolo dos republicanos é o elefante.

*
 Partido Democrata 

Fundado em 1828. O partido Democrata elegeu 15 presidentes, o primeiro democrata foi Andrew Jackson, e o último até então Barack Obama. O símbolo do partido democrata é um burro.

Desde o início eles adotam uma política centro-esquerda, eles defendem a economia mista, justiça social, e tem uma visão moderna do liberalismo que defende a igualdade social e econômica. Seus eleitores são na maioria trabalhadores, sindicatos, profissionais intelectuais como professores e jornalistas, religiosos e uma minoria étnica. Por ser mais liberais eles aceitam o casamento gay, que foi aprovada nesse ano de 2015.

*
De forma geral podemos dizer que a diferença entre os dois é que os democratas são mais liberais enquanto os republicanos são mais conservadores.

(º> Fonte: Curioso Mundo >>>

sábado, 29 de outubro de 2016

5 Links - # 203 >>>

Trilha Sonora (261) - Picassos Falsos

Quadrinhos
Picassos Falsos
Compositores: Humberto Effe e Pequinho
A carta que você me escreveu não dizia a verdade 
Você mentiu da mesma forma que os jornais falam da realidade 
Estou desempregado, vagabundo dormindo no seu coração 
Um soldado solitário, que não pode nem comer um pedaço do seu pão 

Meu amor, olhe pros lados, 
Desde criança só lemos os quadrinhos dos jornais 
Meu amor, olhe pros lados, 
Desde criança só lemos os quadrinhos dos jornais 
Quer virar manchete, cansei de ser croquete 

De ser engolido pelas grandes notícias, tanta falsidade 

Vendo bem, debaixo da minha barba, mil coisas acontecendo 
Não é o sol do verão que vai mudar esse mau tempo 

Meu amor, olhe pros lados, 
Desde criança só lemos os quadrinhos dos jornais 
Meu amor, olhe pros lados, 
Desde criança só lemos os quadrinhos dos jornais 

Quer virar manchete, cansei de ser croquete 
De ser engolido pelas grandes notícias, tanta falsidade 
Vendo bem, debaixo da minha barba, mil coisas acontecendo 
Não é o sol do verão que vai mudar esse mau tempo 

Meu amor, olhe pros lados, 
Desde criança só lemos os quadrinhos dos jornais
Meu amor, olhe pros lados, 

Desde criança só lemos os quadrinhos dos jornais

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Poesia a Qualquer hora (270) - Carlos Pena Filho

Para Fazer um Soneto 

Tome um pouco de azul, se a tarde é clara, 
e espere um instante ocasional 
neste curto intervalo Deus prepara 
e lhe oferta a palavra inicial

Ai, adote uma atitude avara 
se você preferir a cor local 
não use mais que o sol da sua cara 
e um pedaço de fundo de quintal

Se não procure o cinza e esta vagueza 
das lembranças da infância, e não se apresse 
antes, deixe levá-lo a correnteza

Mas ao chegar ao ponto em que se tece 
dentro da escuridão a vã certeza 
ponha tudo de lado e então comece.

Carlos Pena Filho

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O Homem que Sabia Javanês, de Lima Barreto

O homem que sabia javanês
Lima Barreto

Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às respeitabilidades, para poder viver. Houve mesmo uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso.

O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas vivido, até que, em uma pausa da conversa, ao esgotarmos os copos, observou a esmo:

— Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!

— Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas? Não sei como me tenho agüentado lá, no consulado!

— Cansa-se; mas não é isso que me admiro. O que me admira é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil imbecil e burocrático.

— Qual! Aqui mesmo, meu Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de javanês?

— Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?

— Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.

— Conta lá como foi. Bebes mais cerveja?

— Bebo.
Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:

— Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anúncio seguinte:

"Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas etc".

Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre imaginar-me professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os "cadáveres". Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir, mas entrei, entreguei o chapéu ao porteiro, recebi a senha e subi.

Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda, colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo malaio-polinésio, possuía uma literatura digna de nota e escrita em caracteres derivados do velho alfabeto hindu.

A Enciclopédia dava-me indicação de trabalhos sobre a tal língua malaia e não tive dúvidas em consultar um deles. Copiei o alfabeto, a sua pronunciação figurada e saí. Andei pelas ruas, perambulando e mastigando letras.

Na minha cabeça dançavam hieróglifos; de quando em quando consultava as minhas notas; entrava nos jardins e escrevia estes calungas na areia para guardá-los bem na memória e habituar a mão a escrevê-los.

À noite, quando pude entrar em casa sem ser visto, para evitar indiscretas perguntas do encarregado, ainda continuei no quarto a engolir o meu "a-b-c" malaio, e, com tanto afinco levei o propósito que, de manhã, o sabia perfeitamente. Convenci-me de que aquela era a língua mais fácil do mundo e saí; mas não tão cedo que não me encontrasse com o encarregado dos aluguéis dos cômodos:

— Senhor Castelo, quando salda a sua conta?

Respondi-lhe então eu, com a mais encantadora esperança:

— Breve... Espere um pouco... Tenha paciência... Vou ser nomeado professor de javanês, e... Por aí o homem interrompeu-me:

— Que diabo vem a ser isso, Senhor Castelo?

Gostei da diversão e ataquei o patriotismo do homem.

— É uma língua que se fala lá pelas bandas do Timor. Sabe onde é?

Oh! alma ingênua! O homem esqueceu-se da minha dívida e disse-me com aquele falar forte dos portugueses:

— Eu cá por mim, não sei bem; mas ouvi dizer que são umas terras que temos lá para os lados de Macau. E o senhor sabe disso, Senhor Castelo?

Animado com esta saída feliz que me deu o javanês, voltei a procurar o anúncio. Lá estava ele. Resolvi animosamente propor-me ao professorado do idioma oceânico. Redigi a resposta, passei pelo Jornal e lá deixei a carta. Em seguida, voltei à biblioteca e continuei os meus estudos de javanês. Não fiz grandes progressos nesse dia, não sei se por julgar o alfabeto javanês o único saber necessário a um professor de língua malaia ou se por ter me empenhado mais na bibliografia e história literária do idioma que ia ensinar.

Ao cabo de dois dias, recebia eu uma carta para ir falar ao Doutor Manuel Feliciano Soares Albernaz, Barão de Jacuecanga, à rua Conde de Bonfim, não me recordo bem que número. É preciso não te esqueceres de que entrementes continuei estudando o meu malaio, isto é, o tal javanês. Além do alfabeto, fiquei sabendo o nome de alguns autores, também perguntar responder "como está o senhor"? e duas ou três regras de gramática, lastrado todo esse saber com vinte palavras do léxico.
Não imaginas as grandes dificuldades com que lutei para arranjar os quatrocentos réis da viagem! É mais fácil — pode ficar certo — aprender o javanês... Fui à pé. Cheguei suadíssimo; e, com maternal carinho, as anosas mangueiras, que se perfilavam em alameda diante da casa do titular, me receberam, me acolheram e me reconfortaram. Em toda minha vida, foi o único momento em que cheguei a sentir simpatia pela natureza...

Era uma casa enorme que parecia estar deserta; estava maltratada, mas não sei por que me veio pensar que nesse mau tratamento havia mais desleixo e cansaço de viver que mesmo pobreza. Devia haver anos que não era pintada. As paredes descascavam e os beirais do telhado, daquelas telhas vidradas de outros tempos, estavam desguarnecidos aqui e ali, como dentaduras decadentes ou malcuidadas.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Cena de Cinema # 246 - Minha Mãe é uma Peça - O Filme

(Minha Mãe é uma Peça - O Filme - 2013) +

Imagens da Vez: Fotografias de Steve McCurry

Fotógrafo icônico, reconhecido mundialmente pelo retrato de Sharbat Gula, a menina afegã, e claro, pela sua sensibilidade estrondosa para o fotojornalismo. Com mais de trinta anos de trabalho, os retratos de Steve são daqueles que nos dão um nó na garganta. Responsável por fotos importantes para o reconhecimento mundial para a realidade de lugares como Afeganistão, África e Índia, principalmente, Steve consegue nos fazer encher os olhos d'agua mesmo sem sabermos direito a história por trás de cada retrato feito.

Confira abaixo 11 fotografias de Steve McCurry:










*
(º> Via: Idea Fixa >>> [ clique e veja mais]
(º> Site do Artista: Steve McCurry >>>

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Frase para a Semana

O covarde nunca começa, 
o fracassado nunca termina,
o vencedor nunca desiste."
Norman Vicent Peale
(31 de maio de 1898, Bowersville, Ohio, Estados Unidos -
24 de dezembro de 1993, Pawling, New York, Estados Unidos) 
Foi um pastor e escritor americano de teorias sobre o pensamento positivo.

sábado, 22 de outubro de 2016

5 Links - # 202 >>>

Trilha Sonora (260) - Barão Vermelho

Meus Bons Amigos
Barão Vermelho
Compositores: Guto Goffi e Maurício Barros
Meus bons amigos, onde estão 
Notícias de todos quero saber 
Cada um fez sua vida de forma diferente 
Às vezes me pergunto: Malditos ou inocentes? 
Nossos sonhos, realidades 
Todas as vertigens, crueldades 
Sobre nossos ombros aprendemos a carregar 
Toda a vontade que faz vingar 

No bem que fez prá mim 
Assim, assim, me fez feliz, assim 

O amor sem fim 
Não esconde o medo 
De ser completo e imperfeito 
Meus bons amigos, onde estão 
Notícias de todos quero saber 
Sobre nossos ombros aprendemos a carregar 
Toda a vontade que faz vingar 

No bem que fez prá mim 
Assim, assim, me fez feliz, assim
O amor sem fim 
Não esconde o medo 
De ser completo e imperfeito 

O amor sem fim 
Não esconde o medo 
De ser completo e imperfeito

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Poesia a Qualquer Hora (269) - Augusto Branco

Vida

Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas 
que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!

Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.

Augusto Branco

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

25 anos do último título de Senna e do Brasil na Fórmula 1

Foi em 20 de outubro de 1991 que Ayrton Senna celebrou seu terceiro e último título na F1 – e o oitavo do Brasil na maior das categorias do automobilismo. A taça veio na penúltima etapa daquela temporada, o GP do Japão, quando o brasileiro precisou de apenas um segundo lugar para garantir o campeonato.



Há exatos 25 anos, Ayrton Senna se tornava tricampeão de F1, fechando o período mais vitorioso de sua carreira. O campeonato de 1991 veio após uma nervosa e estratégica corrida em Suzuka, no Japão, também palco dos outros dois títulos do brasileiro. Mais desta vez, Senna enfrentou Nigel Mansell para assegurar a taça e escrever de vez seu nome na história da maior das categorias do automobilismo mundial.

Naquele ano, Ayrton havia iniciado a temporada de forma avassaladora, vencendo as quatro primeiras etapas - os GPs dos EUA, do Brasil — aliás, foi o primeiro triunfo do piloto em Interlagos —, de San Marino e também em sua segunda casa, em Mônaco. Assim, ao final dessa primeira parte do Mundial, o então piloto da McLaren somava 40 pontos, contra apenas 11 de Alain Prost, que defendia a Ferrari pelo segundo ano. Gerhard Berger, companheiro do brasileiro na equipe inglesa, Ricardo Patrese e Nigel Mansell, ambos da Williams, completavam os cinco primeiros na tabela.

Só aqui Senna passou por uma fase bem irregular na temporada. No Canadá, abandonou a prova com problemas mecânicos, mas viu Nelson Piquet vencer depois de que Mansell enfrentou uma falha elétrica em seu carro. Na prova seguinte, no México, o piloto cruzou a linha chegada em terceiro, na dobradinha da Williams, com Patrese à frente de Mansell. Senna foi novamente terceiro na sequência, na França, onde Mansell venceu pela primeira vez no ano.
O inglês iniciou, então, uma caçada ao brasileiro, vencendo na Inglaterra logo depois. Senna ainda foi ao pódio em Silverstone, mas acabou abandonando a disputa em Hockenheim, palco de um novo triunfo do britânico. Aí a diferença entre eles no campeonato já estava em oito pontos, a favor do piloto da McLaren.

Ayrton, porém, voltou a subir ao degrau mais alto do pódio na Hungria e na Bélgica. Nigel deu o troco e venceu na Itália, mas falhou em Portugal, onde Patrese ganhou. Senna foi segundo. Aí veio o GP da Espanha. Mansell levou a melhor em Barcelona, que pela primeira vez recebia a F1. Mesmo com fortes dores no tornozelo, consequência de uma lesão durante uma partida de futebol durante a semana, o inglês foi à pista para a etapa espanhola e protagonizou ao lado de cena uma das ultrapassagens mais bonitas da história. 

Os dois rivais disputavam o segundo lugar e a briga era intensa, até que Mansell saiu mais forte da última curva e conseguiu se colocar ao lado da McLaren de Senna. Ambos percorreram boa parte da grande reta lado a lado e retardaram o quanto foi possível a freada, mas a preferência era do inglês, que acabou levando a colocação. 

A prova foi disputava com chuva em seu início. Mas, após uma trégua da água, a pista secou. Senna chegou a liderar a corrida, porém, quando a intempérie se fez presente de novo, o brasileiro acabou rodando e perdendo a chance de pódio. Quem levou a melhor foi Mansell, que venceu e viu o adversário fora do top-3.

Apesar de todo o esforço feito pelo britânico da Williams, a diferença para Senna, quando ambos chegaram ao Japão naquele outubro de 1991, era de 16 pontos, e o brasileiro já tinha a primeira chance de fechar o campeonato em Suzuka. A Senna bastava apenas que Nigel não vencesse a corrida nipônica. Então, a McLaren adotou uma estratégia bem particular para cercar o adversário e não permitir qualquer avanço de Mansell.

Segundo à risca a tática, Berger cravou a pole-position em 1min34s700, apenas 0s198 mais veloz que Senna, que se colocou na primeira fila. Nigel assinou o terceiro melhor tempo e teve a seu lado Alain Prost. Patrese completou o top-5.

Na largada, o austríaco partiu melhor do lugar de honra do grid, enquanto Ayrton se colocou logo atrás, impedindo qualquer manobra do inglês, que garantiu o terceiro posto, logo à frente de Patrese e Prost, que perdera posição ainda no início da prova. Aí Berger tratou de abrir terreno na ponta, enquanto o brasileiro mantinha o adversário nos seus espelhos. 

Nigel Mansell escapou na décima volta do GP do Japão
 e abriu caminho para o tri de Senna (Foto: Williams)

Mas a vida de Senna ficou mais fácil na décima volta. Tentando pressionar o rival da McLaren, Nigel perdeu o carro na freada da curva 1 e acabou escapando da pista, indo parar na caixa de brita. E por lá ficou, o que selou o campeonato para o brasileiro.

A partir daí, Ayrton mudou seu ritmo de corrida e se aproximou do líder Berger. A ultrapassagem veio na volta 18. Senna permaneceu à frente, só perdendo a liderança quando foi aos boxes trocar os pneus. Neste meio tempo, quem assumiu a primeira colocação foi Patrese.


Depois das rodadas de pit-stop, o brasileiro retomou a ponta, sempre acompanhado do colega de equipe. E parecia que seria uma vitória tranquila – já que tinha mais de 6s de vantagem para o austríaco –, tanto é assim que o piloto já vinha celebrando a conquista desde a abertura da última volta, erguendo punho dentro do carro. 

Só que, nos metros finais, Ayrton decidiu presentear Gerhard com o triunfo e abriu caminho ao companheiro logo depois da chicane final do traçado japonês. Os dois cruzaram a linha de chegada praticamente juntos, com Senna, aos 31 anos, comemorando seu terceiro título mundial de F1 e escrevendo seu nome junto a um então grupo seleto de tricampeões, formando Jack Brabham, Jackie Stewart, Niki Lauda, Alain Prost e Nelson Piquet.

A Patrese coube o terceiro lugar do pódio.

Ayrton ainda venceria duas semanas depois, em Adelaide, na Austrália, fechando a temporada com sete vitórias, 12 pódios e oito poles. Na tabela final, o novo tricampeão somou 96 pontos, contra 72 de Mansell.




11 GIFS de Filmes

11 animações de filmes em GIF do site MOVIES in GIF:

300

 Assalto ao Banco Central

 Inverno da Alma

 A Invenção de Hugo Cabret

 O Segredo de Seus Olhos

Os Smurfs

Pequena Miss Sunshine

Planeta dos Macacos

 O Show de Truman
 Star Wars: O Ataque dos Clones

Wall-E

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