Janelas Em todas as janelas me debruço, em todos os abismos estendo uma corda e caminho sobre o nada. Também ando sobre as águas, subo em nuvens, galgo intermináveis escadas. Abro todas as portas e cavernas com um sopro ou três palavras mágicas. Mergulho em torvelinhos, danço no meio do vento, pulo dentro da tempestade. Em cada encruzilhada me sento e tento arrumar o destino, estranho castelo de areia.
O livro reúne uma coletânea de 39 crônicas / contos de Rubem Braga, selecionadas pelo professor Davi Arrigucci Jr. Braga é capixaba de Cachoeiro de Itapemerim, e dessas lembranças de sua cidade natal, inspiraram-lhe várias dessas crônicas, recheadas de lirismo. O “velho Braga”, como é chamado, escreveu estas crônicas inspiradas nas observações do dia-a-dia, ligadas à vida cotidiana, com uma linguagem despojada e coloquial do jornalismo. Braga nunca escreveu um romance. Ele é um caso único de autor que entrou para a história da literatura por sua obra de cronista. Braga consagrou a crônica como um gênero literário, usando elementos ficcionais, e que isso, muitas vezes se confunde com o conto. Por isso o título de “Os melhores contos”. São textos paradigmáticos, notáveis, repleto de ternura, ironia e nostalgia.
Títulos de algumas das 39 crônicas / contos:
Tuim Criado no Dedo Diário de Um Subversivo A Moça Rica Negócio de Menino Coração de Mãe Era uma Noite de Luar Aula de Inglês Caçada de Paca Noite de Chuva O Espanhol que Morreu Visita de uma Senhora Praga de Menino Um Braço de Mulher Conto de Natal Lembrança de Zig O Sino de Ouro A Primeira Mulher do Nunes O Cajueiro História de Pescaria Visão As Luvas
Primeira aeronave a ser construída no Polo de Tupaciguara poderá voar em 2013.
Por Reginaldo Fernandes Cangussu
Dentro das ações de concepção e instalação do Complexo Aeronáutico de Minas, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), deu mais um passo importante no final da tarde de quinta-feira passada(9),para fazer avançar, o Polo Aeroespacial de Tupaciguara. O secretário Narcio Rodrigues assinou documento em que determina, conforme entendimentos anteriores com a presidência da Fapemig, a liberação de R$3,050 milhões para que a AXIS Aeroespacial possa concluir a construção do mock up da aeronave Tupã. . . . Leia o texto completo: Segs.
Duke é Eduardo dos Reis Evangelista, nasceu em Belo Horizonte. É formado em cinema de animação pela Escola de Belas Artes da UFMG. Assina as charges diárias dos jornais O Tempo e Super Notícia. Em 2009, recebeu o troféu HQMIX como melhor cartunista brasileiro
de 2008. É um dos organizadores do BH Humor, salão Internacional
Já assisti a este filme. É emocionante e bem realizado, mostrando Ayrton Senna buscando a perfeição nas pistas e também fora delas, se tornando um grande mito na Fórmula 1. Ao longo dos 90 minutos mostram suas conquistas pessoais e profissionais, desde sua temporada de estreia, em 1984, até sua morte, durante o Grande Prêmio de San Marino, na Itália, dez anos depois.
Um grande documentário, até para quem não curte Fórmula 1, mas, nos mostra a história de um grande ídolo brasileiro, um gênio do automobilismo.
Direção de Asif Kapadia. 2010 - Reino Unido
Veja o trailer do documentário:
Senna: o grande ídolo esportivo brasileiro
Confira os principais premiados com o BAFTA 2012:
O grande vencedor foi "O Artista" com prêmios de melhor filme,
diretor, roteiro original, ator, trilha sonora e figurino.
Melhor Filme O Artista Melhor Filme Britânico O Espião que Sabia Demais
Melhor Filme em Língua Não-Inglesa A Pele que Habito (ESP)
Melhor Documentário Senna
Melhor Animação Rango
Melhor Diretor Michel Hazanavicius (O Artista)
Melhor Roteiro Original O Artista Melhor Roteiro Adaptado O Espião que Sabia Demais
Melhor Ator Jean Dujardin (O Artista)
Melhor Atriz Meryl Streep (A Dama de Ferro)
Melhor Ator Coadjuvante Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)
Melhor Atriz Coadjuvante Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)
verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura
com o passado e até corporal, pois a arte passou
então da vanguarda, para o modernismo.
O evento marcou época ao apresentar novas
ideias e conceitos artísticos, como a poesia
através da declamação, que antes era só escrita;
a música por meio de concertos, que antes só havia
cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas,
esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.
Participaram da Semana nomes consagrados do modernismo brasileiro, como
"Depois do tremor de terra que destruiu três quartas partes de Lisboa, os sábios do país não encontraram meio mais eficaz para prevenir uma ruína total do que oferecer ao povo um belo auto-de-fé; foi decidido pela Universidade de Coimbra que o espetáculo de algumas pessoas queimadas a fogo lento, em grande cerimonial, era um infalível segredo para impedir que a terra se pusesse a tremer. Tinham, pois, prendido um biscainho que casara com a própria comadre, e dois portugueses que, ao comer um frango, lhe haviam retirado a gordura: vieram, depois do almoço, prender o doutor Pangloss e o seu discípulo Cândido, um por ter falado e o outro por ter escutado com ar de aprovação: foram ambos conduzidos em separado para apartamentos extremamente frescos, onde nunca se era incomodado pelo sol; oito dias depois vestiram-lhe um sambenito e ornaram-lhe a cabeça com mitras de papel: a mitra e o sambenito de Cândido eram pintados de chamas invertidas e diabos que não tinham cauda nem garras; mas os diabos de Pangloss tinham cauda e garras, e as flamas eram verticais. Assim vestidos, marcharam em procissão, e ouviram um sermão muito patético, seguido de uma bela música em fabordão. Cândido foi açoitado em cadência, enquanto cantavam; o blacainho e os dois homens que não tinham querido comer gordura foram queimados, e Pangloss enforcado, embora não fosse esse o costume. No mesmo dia a terra tremeu de novo, com espantoso fragor. Cândido, em pânico, desvairado, todo ensangüentado e palpitante, dizia consigo: “Se este é o melhor dos mundos possíveis, como não serão os outros! Se eu apenas fosse açoitado, como entre os búlgaros, ainda passava! Mas tu, meu querido Pangloss, o maior dos filósofos, ver-te enforcar sem saber por quê! E tu, meu querido anabatista, o melhor dos homens, ver-te afogado à vista do porto! E tu, ó Cunegundes, ó pérola. das donzelas, era preciso que te abrissem o ventre?!” E assim doutrinado, açoitado, absolvido e abençoado, mal sustendo-se nas pernas,
vinha ele de volta, quando uma velha o abordou e disse-lhe: 'Tem coragem,
meu filho, e segue-me'."
Voltaire, em Cândido ou O Otimismo - (Capítulo VI)
Tudo Diferente Maria Gadú Compositor: André Carvalho
Todos caminhos trilham pra a gente se ver Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu Eu ligo no sentido de meia verdade Metade inteira chora de felicidade A qualquer distância o outro te alcança Erudito som de batidão Dia e noite céu de pé no chão O detalhe que o coração atenta Todos caminhos trilham pra a gente se ver Todas as trilhas caminham pra gente se achar, né Eu ligo no sentido de meia verdade Metade inteira chora de felicidade A qualquer distância o outro te alcança Erudito som de batidão Dia e noite céu de pé no chão O detalhe que o coração atenta Todos caminhos trilham pra a gente se ver Todas as trilhas caminham pra gente se achar, né Eu ligo no sentido de meia verdade Metade inteira chora de felicidade (2x) A qualquer distância o outro te alcança Erudito som de batidão Dia e noite céu de pé no chão O detalhe que o coração atenta Você passa, eu paro Você faz, eu falo Mas a gente no quarto sente o gosto bom que o oposto tem Não sei, mas sinto, uma força que embala tudo Falo por ouvir o mundo, tudo diferente de um jeito bate Todos caminhos trilham pra a gente se ver Todas as trilhas caminham pra gente se achar, viu Eu ligo no sentido de meia verdade Metade inteira chora de felicidade A qualquer distância o outro te alcança Erudito som de batidão Dia e noite céu de pé no chão O detalhe que o coração atenta
Humildade Senhor, fazei com que eu aceite minha pobreza tal como sempre foi.
Que não sinta o que não tenho. Não lamente o que podia ter e se perdeu por caminhos errados e nunca mais voltou.
Dai, Senhor, que minha humildade seja como a chuva desejada caindo mansa, longa noite escura numa terra sedenta e num telhado velho.
Que eu possa agradecer a Vós, minha cama estreita, minhas coisinhas pobres, minha casa de chão, pedras e tábuas remontadas. E ter sempre um feixe de lenha debaixo do meu fogão de taipa, e acender, eu mesma, o fogo alegre da minha casa na manhã de um novo dia que começa.
Nascido em 7 de fevereiro de 1812, Charles Dickens foi um romancista Inglês, considerado um dos maiores, ou até mesmo o maior escritor do período vitoriano. Dickens teve e continua tanto uma grande popularidade e fama, maior do que teve qualquer outro escritor anterior a ele. Um dos mais importantes aspectos da obra de Dickens é a da consciência social. Sua obra chama atenção para questões cruciais da época: o abuso infantil, a pobreza, a violência doméstica, a prostituição, a falta de trabalho e a limitada educação oferecida à classe trabalhadora, entre outras causas. Charles Dickens continua a ser popular nos dias de hoje por ter sido responsável por alguns dos mais emblemáticos romances da literatura Inglesa. Um dos principais trabalhos de Charles Dickens foi escrito em 1860 e publicado em capítulos em jornais londrinos, o romance “Great Expectations” (“Grandes Esperanças”) é considerado o mais perfeito de Dickens por atingir o difícil equilíbrio entre a realidade e a fantasia, a crítica social e o melodrama – tudo temperado com uma bem-humorada reflexão sobre o destino humano. Outros livros clássicos de Dickens: "David Copperfield" e "Oliver Twist".
Dickens teve 10 filhos com Catherine Thompson Hogarth.
Morreu de morte cerebral em junho de 1870. Foi sepultado no
Poets' Corner ("Esquina dos Poetas"), na Abadia de Westminster.
Na sua sepultura está gravado:
"Apoiante dos pobres, dos que sofrem e dos oprimidos; e com a sua morte,
um dos maiores escritores de Inglaterra desaparecia para o mundo."
Completa-se hoje, 50 anos da morte de um dos maiores artista plástico do Brasil: Cândido Portinari. Ele pintou quase cinco mil obras (de pequenos esboços e pinturas de proporções padrão como "O Lavrador de Café". Portinari hoje é considerado um dos artistas mais prestigiados do país e foi o pintor brasileiro a alcançar maior projeção internacional.
Filho de imigrantes italianos, Cândido Portinari nasceu no dia 29 de dezembro de 1903, numa fazenda nas proximidades de Brodowski, interior de São Paulo. Com a vocação artística florescendo logo na infância, Portinari teve uma educação deficiente, não completando sequer o ensino primário.
...
Em 1954 Portinari apresentou uma grave intoxicação pelo chumbo presente nas tintas que usava. Desobedecendo a ordens médicas, Portinari continua pintando e viajando com freqüência para exposições nos EUA, Europa e Israel. No começo de 1962 a prefeitura de Milão, convida Portinari para uma grande exposição com 200 telas. Trabalhando freneticamente, o envenenamento de Portinari começa a tomar proporções fatais. No dia 6 de fevereiro do mesmo ano, Cândido Portinari morre envenenado pelas tintas que o consagraram. >>> [ Fonte: Wikipedia. Clique e saiba mais]
Para realinhar as órbitas dos planetas Derrubando com assombro exemplar O que os astrônomos diriam Se tratar de um outro cometa(2x)
Não digo que não me surpreendi Antes que eu visse você disse E eu não pude acreditar Mas você pode ter certeza
De que seu telefone irá tocar Em sua nova casa Que abriga agora a trilha Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar Que eu fui lá fora E vi dois sóis num dia E a vida que ardia sem explicação
Quando o segundo sol chegar Para realinhar as órbitas dos planetas Derrubando com assombro exemplar O que os astrônomos diriam Se tratar de um outro cometa
Não digo que não me surpreendi Antes que eu visse, você disse E eu não pude acreditar Mas você pode ter certeza
De que seu telefone irá tocar Em sua nova casa Que abriga agora a trilha Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar Que eu fui lá fora E vi dois sóis num dia E a vida que ardia sem explicação
Seu telefone irá tocar Em sua nova casa Que abriga agora a trilha Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar Que eu fui lá fora E vi dois sóis num dia E a vida que ardia sem explicação
Explicação, não tem explicação Explicação, não Não tem explicação Explicação, não tem Não tem explicação Explicação, não tem Explicação, não tem Não tem
Mulher proletária Mulher proletária — única fábrica que o operário tem, (fabrica filhos) tu na tua superprodução de máquina humana forneces anjos para o Senhor Jesus, forneces braços para o senhor burguês.
Mulher proletária, o operário, teu proprietário há de ver, há de ver: a tua produção, a tua superprodução, ao contrário das máquinas burguesas salvar o teu proprietário.