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"Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada."
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês
domingo, 13 de julho de 2014
sábado, 12 de julho de 2014
Trilha Sonora (150) - Renato Russo
Close the Door Lightly
When When You Go
Renato Russo
Compositor: Eric Andersen
Turn around, don't whisper out my name
For like a breeze, it'd stir a dying flame
I'll miss someone, if it eases you to know
So close the door lightly when you go
Who was the one that stole my mind?
Who was the one that robbed my time?
Who was the one who made me feel unkind ?
So fare thee well, sweet love of mine
Take your tears to someone else's eyes
They're made of glass
And are cut like wounded lies
Memories are drifting like the snow
But close the door lightly when you go
Don't look back to where you once hade been
Look straight ahead
When you're walking through the rain
And find a light
If the path gets dark and cold
But close the door lightly when you go
But close the door lightly when you go
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Alemanha, o País do Futebol
Eles tiraram o futebol do país da lama para transformá-lo no mais
organizado e poderoso do mundo. Estádios lotados e novos craques
despontaram de uma filosofia simples: o papel social do esporte é
mais importante que qualquer troféu.
Por Guilherme Pavarin e Alexandre Versignassi - Via: Revista Superinteressante >>>
No comecinho dos anos 2000, o grandalhão Oliver Bierhoff era o maior - e bota maior - símbolo do então apático futebol alemão. Experiente, corpulento, de canelas longas, pouca técnica e quase nenhuma movimentação, o centroavante abusava dos seus 1,91 m para finalizar as jogadas do único jeito que sabia: pelo alto, entre os zagueiros, cabeceando firme para dentro das redes. O movimento era repetido à exaustão. Jogo a jogo.
Na Eurocopa de 2000, na Bélgica, os alemães sentiram a limitação bater na ponta das chuteiras. Atirados em um grupo com equipes fortes - Inglaterra, Portugal e Romênia -, caíram logo na primeira fase, marcando apenas um ponto e um gol. Vexame para uma camisa tricampeã mundial, que já tinha vestido Franz Beckenbauer, Karl Rummenigge, Paul Breitner. "Estávamos pensando exatamente como vocês brasileiros pensam hoje: que não precisávamos aprender nada. E fomos jogando cada vez pior, pior e pior", resumiu o próprio Breitner numa entrevista recente para o canal ESPN Brasil. Mas a queda em 2000 fez os alemães acordarem. Autoridades foram a público e tornaram o desempenho da seleção assunto de estado. O governo traçou um plano ambicioso: em uma década, a Alemanha deveria voltar a ser uma potência futebolística.
A missão, afirmaram os governantes, era fazer com que a população voltasse a se encantar com o esporte. O país, então, botou a mão no bolso. Em pouco mais de 12 anos, investiu cerca de US$ 1 bilhão em academias e centros de treinamentos para jovens. A ideia era usar esses CTs públicos para ensinar futebol com uma receita em duas medidas: 50% habilidade, 50% força - em vez dos 200% força que a seleção vinha aplicando.
Quem cuida de tudo lá é a DFB (Associação Alemã de Futebol), a CBF deles. Ligada ao governo, a associação alemã é dona de 366 centros futebolísticos. Desde 2001, crianças de 9 a 17 anos desenvolvem seus talentos em academias perto de suas casas, sem vínculo com clubes. Cerca de mil técnicos treinam 25 mil jovens. A DFB, na verdade, é tudo o que a CBF não é. A nossa Confederação Brasileira de Futebol é um órgão privado, e não possui nenhum projeto de formação de jogadores além das seleções de base (sub-15, sub-17 e sub-20), que só pinçam jovens talentos que já treinam em algum clube. E tem a corrupção - os escândalos se avolumam há décadas.
Enquanto isso, na Alemanha, a DFB tratou de reformar a Bundesliga - o campeonato nacional deles. A primeira foi impor uma política financeira rigorosa. Os clubes passaram a ter que enviar, três vezes ao ano, atestados de orçamento positivo. Analisados um a um, os casos deveriam seguir à risca um livro de 200 páginas que especifica normas financeiras.
Se aprovados, ok, podem jogar a liga. Do contrário, W.O.: perdem pontos e, se a "infração" administrativa for grave, nem entram em campo. Assim, nenhuma extravagância, como contratar um Neymar, poderia ser feita sem que o clube desse garantias de poder efetuar o pagamento. Tal controle foi capaz de praticamente extinguir as dívidas das equipes locais. Dos 30 times da Bundesliga, só dois têm dívidas. E o gasto com salários não passa de 50% da receita dos clubes; em outros países, o valor chega a 70%. No Brasil, a dívida dos 20 maiores clubes é de R$ 4 bilhões. Na Inglaterra, de R$ 11 bilhões.
Com esse pacotão, a missão alemã estava clara: gerar novos talentos e nutrir o futebol deles numa competição sustentável. Hoje, 13 anos depois, os resultados são sólidos. Bayern e Borussia Dortmund, dois dos grandes clubes da nação, foram os finalistas da Champions League, o principal torneio interclubes do mundo. Como numa boa lavoura, proliferam novos craques. Mario Goetze, de 20 anos, André Schürrle, de 22, mais Marco Reus e Thomas Müller, de 23, são alguns nomes que fazem Bierhoff e seus antigos companheiros parecem praticantes de outro esporte. Para completar, a liga do país tem o melhor público do mundo, média de 45 mil pessoas por jogo (40% são mulheres). Só a torcida do Borussia Dortmund tem média de 80 mil (!) por jogo. É uma final de Libertadores no Maracanã a cada domingo - coisa inédita na história do futebol. Não tem comparação: média de público do Brasileiro é 15 mil pessoas. A da segunda divisão alemã é de 17 mil. Nossa média, aliás, é só a 13º do mundo, atrás de China e EUA.
O fato é que nenhum país trata o futebol tão a sério quanto a Alemanha. E não é só para tentar ganhar troféus. Quando eles propuseram uma revolução no futebol, a justificativa foi a seguinte: só a bola seria capaz de unir a nação.
Faz mais sentido do que parece. A Alemanha é o terceiro país com mais imigrantes no mundo (atrás de EUA e Rússia). Mais de 20% dos 82 milhões de habitantes da Alemanha são ou imigrantes ou filhos de imigrantes. Num país onde até não muito tempo atrás era preciso ser "ariano" para ser cidadão, isso poderia virar um caldeirão de intolerância. Às vezes até vira. Mas o futebol ajuda a manter a coisa em fogo baixo, justamente porque nada na Alemanha abraçou mais imigrantes do que o futebol.
O Bayern de Munique, por exemplo, é um arco-íris étnico. No time mais tradicional da Alemanha, tem negro, branco, moreno, narigudo, careca, black power... Se botar o uniforme do Bangu nos caras, vira tudo carioca. Uma combinação de fazer Hitler revirar no túmulo - e, junto com as iniciativas que vimos aqui, de tornar a Alemanha tetracampeã no Brasil, o país da corrupção no futebol.
* * *
Nada é por acaso... É como aquele ditado: "Há males que vem para bem."
O Brasil poderia aprender com eles, não só na área esportiva, mas também,
na social, na política e na educação...
Poesia a Qualquer Hora (158) - Carlos Drummond de Andrade
A Seleção
Vai Rildo, não Amarildo?
Vão Pelé e, que bom Mané,
O menino gaúcho Alcino
e nosso veterano Dino,
Altair, rima de Odair,
ecoando na ponta: Ivair,
e na quadra do gol: Valdir.
Fábio, o que não poder faltar,
e também não pode Gilmar.
como, entre os santos dos santos,
o patriarca Djalma Santos,
sem esquecer o Djalma Dias
e entre mil e uma noites, Dias.
Mas se a Comissão não se zanga,
quero ver, em Everton, Manga.
É canhoto, e daí? Fefeu,
quando chuta, nunca perdeu.
A chance que lhe foi roubada,
desta vez a tenha Parada.
Paraná, invicto guerreiro
para guerrear como aqui, lá.
Olhando pro chão, Jairzinho
e como joga legalzinho.
Não abro mão de Nado e Zito,
nem fique o Brito por não-dito.
Ditão, é claro, por que não?
E o mineiríssimo Tostão,
O grande Silva, corintiana
glória e mais o áspero Fontana,
Dudu, Edu... e vou juntando
bons nomes ao nome de Orlando,
para chegar até Bellini
em cujas mãos a taça tine.
Célio, Servílio: suaves eles
já completados por Fidelis.
Edson, Denílson, Murilo,
cada um com seu próprio estilo.
Um lugar para Paulo Henrique
enquanto digo a Flávio: fique!
Com Paulo Borges bem na ponta
Eu conto, e sei que você conta.
Na lateral, Carlos Alberto
estou certo que vai dar certo.
Acham tampinha Ubirajara?
Valor na se mede por vara.
Até parece de encomenda:
Leônidas, nome que é legenda.
E se Gérson do Botafogo
Entra em campo, ganha jogo.
Não podia esquecer o Lima
e o seu chute de muita estima.
Com tudo isso e mais Rinaldo
e o canarinho de Ziraldo,
quarenta e seis, se conto bem
- um time igual eu nunca vi
em Europa, França e Belém -
que barbada seria o Tri,
hein.
quinta-feira, 10 de julho de 2014
Paul Otlet, imaginou a internet em 1895
A internet é muito mais velha do que pensávamos.
De acordo com um novo livro, intitulado “Cataloguing the World” (Catalogando o mundo, em tradução livre), um empreendedor belga pouco conhecido chamado Paul Otlet previu a world wide web muito antes de os computadores (e a própria world wide web) serem inventados.
O livro foi escrito por Alex Wright, diretor de experiência do usuário e desenvolvimento de produtos do New York Times.
Em 1895, Otlet imaginou uma biblioteca universal de informações que poderia ser acessada remotamente, de acordo com o livro. Como a internet de hoje, a visão de Otlet envolvia depositar o conhecimento do mundo em um sistema centralizado e interconectado.
°°° Fonte: Brasil Post >>> [ Clique no link ao lado para ler a matéria completa ]
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Gif: 20 anos da comemoração de Bebeto na Copa dos E.U.A.
Essa comemoração ficou marcada na Copa de 1994, quando Bebeto,
no jogo entre Brasil e Holanda, fez o segundo gol brasileiro e chamou
Romário e Mazinho para festejarem o gol desta forma, para lembrar
o nascimento de Mattheus, filho do atacante. O Brasil venceu por
3x2, com 2 gols de Bebeto e um de Romário, e avançou
à semifinal da competição.
terça-feira, 8 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Fluminense de Araguari é o Campeão da Copa AMVAP 2014
A final foi ontem (06/07), no Estádio Sebastião César, na cidade de Araguari.
E o time da casa, o Fluminense Futebol Clube conquistou a 9ª Copa
de Futebol Amador de 2014. Os dois jogos das finais terminaram
empatados por 1x1. A decisão então foi na cobrança de penalidades.
E o Fluminense levou a melhor, ganhando por 3x2. A Pratense buscava
seu 3.º título consecutivo, na competição.
Resultados dos 2 jogos das Finais:
Os 5 últimos campeões:
2014 - Fluminense F. C. (Araguari)
2013 - A.A. Pratense
2012 - A.A. Pratense (Prata)
2011 - Triângulo E.C.(Monte Alegre de Minas)
2010 - Tupaciguara F.C. (Tupaciguara)
Frase para a Semana
"Futebol é muito simples:
quem tem a bola ataca;
quem não tem defende."
Neném Prancha
(Resende-RJ, 16 de junho de 1906 - Rio de Janeiro-RJ, 17 de janeiro de 1976)
Foi um roupeiro, massagista, olheiro e técnico de futebol brasileiro.
Ganhou a alcunha de O Filósofo do Futebol de Armando Nogueira,
por suas frases engraçadas
domingo, 6 de julho de 2014
sábado, 5 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Poesia a Qualquer (157) - Vinicius de Moraes
A um passe de Didi, Garrincha avança
Colado o couro aos pés, o olhar atento
Dribla um, dribla dois, depois descansa
Como a medir o lance do momento.
Vem-lhe o pressentimento; ele se lança
Mais rápido que o próprio pensamento,
Dribla mais um, mais dois; a bola trança
Feliz, entre seus pés – um pé de vento!
Num só transporte, a multidão contrita
Em ato de morte se levanta e grita
Seu uníssono canto de esperança.
Garrincha, o anjo, escuta e atende: Gooooool!
É pura imagem: um G que chuta um O
Dentro da meta, um L. É pura dança!
quinta-feira, 3 de julho de 2014
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Imagem da Vez:: Charge das 32 Seleções que Participam da Copa 2014
terça-feira, 1 de julho de 2014
20 anos do Real
Faz 20 anos que o Real (R$) entrou em circulação. Antes de sua
implantação, em julho de 1994, a inflação de 1993 foi de 2.477,15%
(como comparação, em 2013 os preços subiram 5,91%). Se a
hiperinflação não tivesse sido dominada pelo real, um carro popular que
custasse R$ 35 mil hoje poderia passar a R$ 3,74 milhões em um ano.
implantação, em julho de 1994, a inflação de 1993 foi de 2.477,15%
(como comparação, em 2013 os preços subiram 5,91%). Se a
hiperinflação não tivesse sido dominada pelo real, um carro popular que
custasse R$ 35 mil hoje poderia passar a R$ 3,74 milhões em um ano.
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