"Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada."
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Imagens da Vez: Casa da Cultura e Museu Histórico de Tupaciguara-MG









> Jardim anexo ao Museu >




Museu Histórico “Chico Ribeiro” e a Casa da Cultura ”Tias Polveiras”, abrigam um acervo de mais de 1200 peças entre armaria, artes sacras, indumentárias, numismática, discos, instrumentos musicais, documentos, fotografias, animais empalhados, etc. Ainda faz parte do acervo, o material lítico, datado de mais ou menos 3500 anos, descoberto através de escavações, quando a equipe da Petrobrás trabalhava na construção do oleoduto que liga Paulínea a Brasília e atravessa o município de Tupaciguara. O sítio arqueológico detectado está situado na zona rural, na localidade do Lajeado e foi pesquisado por arqueólogos da USP, responsáveis também, pelo cadastramento, catalogação e exposição no Museu.

Fonte do texto acima: Site Prefeitura de Tupaciguara >>>

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Frase para a Semana

"A liberdade é um bem comum, 
e se todos não desfrutam dela,
 não serão livres nem os que 
se julgam como tal".
Miguel de Unamuno
(Bilbao, 29 de setembro de 1864 – Salamanca, 31 de dezembro de 1936) 
Foi um ensaísta, romancista,dramaturgo, poeta e filósofo espanhol.

domingo, 9 de novembro de 2014

Rosberg vence o GP do Brasil 2014 de Fórmula 1

50 anos da morte de Cecília Meireles

Hoje, 09 de novembro, 50 anos do falecimento de Cecília Meireles
Biografia, obras e estilo literário 
Cecília Meireles é uma das grandes escritoras da literatura brasileira. Seus poemas encantam os leitores de todas as idades. Nasceu no dia 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro, e seu nome completo era Cecília Benevides de Carvalho Meireles.

Sua infância foi marcada pela dor e solidão, pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não chegou a conhecer (morreu antes de seu nascimento). Foi criada pela avó Dona Jacinta. Por volta dos nove anos de idade, Cecília começou a escrever suas primeiras poesias. 

Formou-se professora (cursou a Escola Normal) e com apenas 18 anos de idade, no ano de 1919, publicou seu primeiro livro “Espectro” (vários poemas de caráter simbolista). Embora fosse o auge do Modernismo, a jovem poetisa foi fortemente influenciada pelo movimento literário simbolista. 

No ano de 1922, Cecília casou-se com o pintor Fernando Correia Dias. Com ele, a escritora teve três filhas. 

Sua formação como professora e interesse pela educação levou-a a fundar a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro no ano de 1934. Escreveu várias obras na área de literatura infantil como, por exemplo, “O cavalinho branco”, “Colar de Carolina”, “Sonhos de menina”, “O menino azul”, entre outros. Estes poemas infantis são marcados pela musicalidade (uma das principais características de sua poesia). 

O marido suicidou-se em 1936, após vários anos de sofrimento por depressão. O novo casamento de Cecília aconteceu somente em 1940, quando conheceu o engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira. 

No ano de 1939, Cecília publicou o livro "Viagem". A beleza das poesias trouxe-lhe um grande reconhecimento dos leitores e também dos acadêmicos da área de literatura. Com este livro, ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. 

Cecília faleceu em sua cidade natal no dia 9 de novembro de 1964, aos 63 anos, vítima de um câncer. Está sepultada, no Cemitério de São João Batista, em Botafogo, RJ.

- Prêmio Machado de Assis (1965)
- Doutora "honoris causa" pela Universidade de Délhi (Índia)
- Cecília foi homenageada com a impressão de uma cédula de cem cruzados novos. Esta     cédula com a efígie de Cecília Meireles, lançada pelo Banco Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1989, seria mudada para cem cruzeiros, quando houve a troca da moeda pelo governo de Fernando Collor.

Relação de suas obras
  • Espectro - 1919
  • Criança, meu amor - 1923
  • Nunca mais... - 1923
  • Poema dos Poemas -1923
  • Baladas para El-Rei - 1925
  • O Espírito Vitorioso - 1935
  • Viagem - 1939
  • Vaga Música - 1942
  • Poetas Novos de Portugal - 1944
  • Mar Absoluto - 1945
  • Rute e Alberto - 1945
  • Rui — Pequena História de uma Grande Vida - 1948
  • Retrato Natural - 1949
  • Amor em Leonoreta - 1952
  • 12 Noturnos de Holanda e o Aeronauta - 1952
  • Romanceiro da Inconfidência -1953
  • Poemas Escritos na Índia - 1953
  • Batuque - 1953
  • Pequeno Oratório de Santa Clara - 1955
  • Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro - 1955
  • Panorama Folclórico de Açores -1955
  • Canções - 1956
  • Giroflê, Giroflá - 1956
  • Romance de Santa Cecília - 1957
  • A Rosa - 1957
  • Obra Poética -1958
  • Metal Rosicler -1960
  • Solombra -1963
  • Ou Isto ou Aquilo -1964
  • Escolha o Seu Sonho - 1964


CECÍLIA 
MEIRELES


 07 de 
Novembro 
de 1901


† 09 de 
Novembro 
de 1964

25 anos da Queda do Muro de Berlim


História da queda do muro de Berlim 
         Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, a capital alemã, Berlim, foi dividida em quatro áreas. Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética passaram a comandar e administrar cada uma destas regiões.
As duas Alemanhas 
      No ano de 1949, os países capitalistas (Estados Unidos, França e Grã-Bretanha) fizeram um acordo para integrar suas áreas à República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental). O setor soviético, Berlim Oriental, passou a ser integrado a República Democrática da Alemanha (Alemanha Oriental), seguindo o sistema socialista, pró-soviético.
A construção do muro 
         Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Porém, em agosto de 1961, com o acirramento da Guerra Fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois setores. Decretou também leis proibindo a passagem das pessoas para o setor ocidental da cidade.
        O muro, que começou a ser construído em 13 de agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Policiais e soldados da Alemanha Oriental impediam e até mesmo matavam quem tentasse ultrapassar o muro. Muitas famílias foram separadas da noite para o dia. O muro chegou a ser reforçado por quatro vezes. Possuía cercas elétricas e valas para dificultar a passagem. Havia cerca de 300 torres de vigilância com soldados preparados para atirar. 

A Queda do muro 
           Em 9 de novembro de 1989, com a crise do sistema socialista no leste da Europa e o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro. O ato simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo no processo de reintegração da Alemanha.
Fonte do texto acima: Sua Pesquisa >>>

* * *


122 - Palavras da Bíblia...

... Glória a Deus !

sábado, 8 de novembro de 2014

Hoje, 100 anos do Primeiro Título do Sport Club Corinthians Paulista

Quatro anos após sua fundação, o Corinthians conquistava o seu
 primeiro título paulista, em 8 de Novembro de 1914.

O ano de 1914 é muito importante para o Corinthians. Foi em 1914 que o Corinthians fez a sua estréia internacional (partida amistosa contra o Torino) e foi em 1914 também que o Corinthians, disputando o seu segundo campeonato oficial, ganha o seu primeiro título no futebol.

O título de 1914 foi conquistado de forma invicta. O Corinthians fez 10 jogos e obteve 10 vitórias e ainda teve Neco como o artilheiro da competição, anotando 12 gols.

A competição era organizada pela Liga Paulista de Foot Ball. Nesse mesmo ano a APEA também organizou um campeonato de futebol, mas sem os times de maior expressão da época.# Anos depois o campeonato da Liga Paulista se tornou no que conhecemos hoje por Campeonato Paulista , com os principais times do estado.

A conquista do título corinthiano se deu na penúltima rodada, na vitória por 4x0 contra o Campos Elyseos. Os gols dessa partida foram anotados por Apparício, Neco, Police e Peres.

Uma curiosidade desse título é que dois times abandonaram o campeonato após perderem para o Corinthians. O Germânia, da capital e o Hydercroft, de Jundiaí (3x1 e 4x1, respectivamente). Por isso em alguns locais consta apenas 8 jogos e 8 vitórias do Corinthians nesse ano.

Esse foi o primeiro título paulista que o Corinthians conquistou de forma invicta, fato que se repetiria algumas outras vezes durante as edições do campeonato.

5 Links - # 100 >>>

Trilha Sonora (165) - Alice in Chains

Man in the Box
Alice in Chains
Compositores: Jerry Cantrell, Layne Staley, 
Sean Kinney, Michael C. Starr, Michael C.Starr, Cantrell e Staley.

I'm the man in the box
Buried in my shit
Won't you come and save me
Save me

Feed my eyes
Can you sew them shut?
Jesus christ,
Deny your maker
He who tries
Will be wasted
Feed my eyes
Now you've sewn them shut

I'm the dog who gets beat
Shove my nose in shit
Won't you come and save me
Save me

Feed my eyes
Can you sew them shut?
Jesus christ
Deny your maker
He who tries
Will be wasted
Feed my eyes
Now you've sewn them shut

Feed my eyes
Can you sew them shut?
Jesus christ,
Deny your maker
He who tries
Will be wasted
Feed my eyes
Now you've sewn them shut

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Poesia a Qualquer Hora (172) - Cecília Meireles

Leveza

Leve é o pássaro:
e a sua sombra voante,
mais leve.

E a cascata aérea
de sua garganta,
mais leve.
E o que lembra, ouvindo-se
deslizar seu canto,
mais leve.
E o desejo rápido
desse mais antigo instante,
mais leve.
E a fuga invisível
do amargo passante,
mais leve.

Cecília Meireles

> Hoje, 113.º aniversário de Cecília Meireles <

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Sutilezas Literárias # 041 - Campos de Carvalho

"Aos dezesseis anos matei meu professor de Lógica. Invocando a legítima defesa - e qual defesa seria mais legítima? - logrei ser absolvido por 5 votos contra 2, e fui morar sob uma ponte do Sena, embora nunca tenha estado em Paris. Deixei crescer a barba em pensamento, comprei um par de óculos para míope, e passava as noites espiando o céu estrelado, um cigarro entre os dedos. Chamava-me então Adilson, mas logo mudei para Heitor, depois Ruy Barbo, depois finalmente Astrogildo, que é como me chamo ainda hoje, quando me chamo.

A primeira mulher que possuí foi sob a ponte do Sena, em pleno coração do meu Paris imaginário; e ainda me lembro de que ela me sorria com uns dentes que refletiam as estrelas e as lâmpadas do cais adormecido, e dizia-me coisas numa língua que eu não conhecia. Paguei-lhe à vista, e subi eufórico em direção a uma rua de onde vinham sons de uma mandolinata inenarrável, e que se esvanecia à medida que eu me aproximava, e que acabou por desaparecer de todo. Sentei-me no chão, aturdido, acendi um cigarro e deixei que ele fumasse por si mesmo, e depois morri tranqüilamente, dentro da noite calma.

Quando despertei, já um gari me estendia o último jornal da tarde, e pude ler então que uma grande hecatombe havia acontecido sobre a cidade de Melbourne, na Austrália, justamente enquanto eu dormia. Lavei meu rosto com o pranto, entreguei o jornal a um menino cego e saí correndo pela primeira rua que encontrei pela frente, até deparar com a estátua do marechal Joffre montado a cavalo.

No dia seguinte, como a guerra houvesse rebentado, apresentei-me a um general de divisão que encontrei espairecendo pelo Bois de Bolougne, e ele foi muito gentil para comigo, dando-me uma corneta e cinco mil francos para comprar um uniforme. Com a corneta toquei o Danúbio Azul, mas em surdina, e com os cinco mil francos fui a uma sessão de cinema (um filme de Clara Bow, se não me engano) e dei o resto a um mendigo que me pareceu mais honesto do que os outros - do que eu, pelo menos. À margem do Sena pus-me a pensar sobre as incertezas da vida e o absurdo da guerra recém-deflagrada entre o Japão e a China, até que o sono me jogasse de novo de encontro às pedras, as mãos espalmadas como as de um cadáver.

Tudo isso do meu passado eu conto para que se possa ter uma ideia exata da minha situação presente, depois que me deram por excêntrico e me jogaram neste hotel de luxo onde os garçons, o gerente e o subgerente andam todos de branco, e têm também os dentes brancos e não vermelhos ou amarelos como toda gente. Conto, também, porque o dia aqui para mim tem setenta e duas horas, e às vezes mais até, e eu necessito ocupar-me com qualquer coisa que não sejam os mosquitos da sala ou a minha coleção de palitos de fósforo, de há muito superada e já vendida a um nababo hindu que mora no quarto ao lado. Descobri que, escrevendo a história da minha vida, antes que a escrevam os outros ou que não a escreva ninguém, estarei prestando um serviço enorme não só à cultura, por isso que - - - 

(Fui obrigado a interromper estas lucubrações para tomar um prato de sopa que me trouxe a gentil senhora do gerente ou do subgerente do hotel - de qualquer forma uma senhora respeitável e vesga, que às vezes me toma a temperatura pelo simples prazer de me ser agradável. Mas a sopa estava bastante amarga, ou assim me pareceu pelo menos). 

Mas eu dizia, se não estou equivocado, que, finda a guerra sino-finlandesa, fui preso como espião moscovita por causa de minhas barbas patriarcais e malcheirosas, e fui submetido a um conselho de guerra composto de 15.000 generais, todos eles fardados, que me absolveram unanimemente e me repatriaram ao meu país de origem. Qual esse país fosse, nem eles nem eu sabíamos, de forma que voltei tranqüilamente a dormir sob as pontes de diversos rios da Europa, os quais eu já conhecia de vista através das aulas de Geografia que me dava o meu professor de ginásio, ao tempo em que eu ainda teimava em aprender as coisas. Dniester, Reno, Vístula, Guadalquivir, Elba, Nitra, Ródano, etc., etc., são nomes que se tornaram familiares aos meus ouvidos de tanto eu ouvi-los murmurar eles mesmos, e não pobres mestres-escolas diante de ensebados mapas grudados à parede: a sua cantilena por muito tempo substituiu o doce acalento de minha mãe na pátria desconhecida, que de resto nunca cheguei a conhecer, pois nunca fui criança. 

Foi por essa época que aprendi a tocar berimbau com um professor do Conservatório de Varsóvia, herr Hepsteimm, e quando também resolvi fazer a minha primeira comunhão, por absoluto estado de fome. Desse aprendizado resultou-me a oportunidade de vir a ser mais tarde nomeado conselheiro musical na corte de Luís II da Baviera, o mesmo que tinha vários castelos assombrados e era dado a práticas de ocultismo, às quais aliás eu não era de todo alheio. 

(Mas confesso que o lápis já me pesa na mão como se fora o mastro de um circo ou o próprio eixo da terra, o que me leva a parar de súbito estas reminiscências tão históricas e para mim tão caras, que um dia mostrarei aos meus companheiros de hotel para que eles vejam até onde chega a fabulosa aventura humana, desde que - - - (...) 


Campos de Carvalho, em "A Lua vem da Ásia" - Capitulo Primeiro -
 Primeira Parte - páginas 13 à 16 - José Olympio Editora

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Frase para a Semana

"Superar é preciso. Seguir
em frente é essencial. 
Olhar pra trás é perda 
de tempo. Passado se fosse
bom era presente."

Clarice Lispector
 (Haia Pinkhasovna Lispector),
(Tchetchelnik, 10 de dezembro de 1920 -
 Rio de Janeiro, 9 de dezembro de 1977),
Foi escritora e jornalista brasileira, nascida 
na Ucrânia e naturalizada brasileira.

sábado, 1 de novembro de 2014

5 Links - # 099 >>>

Trilha Sonora (164) - Cream

I Feel Free
Cream
Compositores: Pete Brown e Jack Bruce.
Feel when I dance with you
We move like the sea
You, you're all I want to know
I feel free, I feel free, I feel free

I can walk down the street, there's no one there
Though the pavements are one huge crowd
I can drive down the road; my eyes don't see
Though my mind wants to cry out loud

I feel free, I feel free, I feel free

I can walk down the street, there's no one there
Though the pavements are one huge crowd
I can drive down the road, my eyes don't see
Though my mind wants to cry out loud
Though my mind wants to cry out loud

Dance floor is like the sea
Ceiling is the sky
You're the sun and as you shine on me
I feel free, I feel free, I feel free