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"Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada."
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês
sábado, 15 de agosto de 2015
Trilha Sonora (203) - Bob Dylan
Like a Rolling Stone
You threw the bums a dime in your prime, didn't you?
People'd call, say,
"Beware doll, you're bound to fall"
You thought they were all kiddin' you
You used to laugh about
Everybody that was hangin' out
Now you don't talk so loud
Now you don't seem so proud
About having to be scrounging for your next meal.
How does it feel
How does it feel
To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
You've gone to the finest school all right, Miss Lonely
But you know you only used to get juiced in it
And nobody has ever taught you how to live on the street
And now you find out you're gonna have to get used to it
You said you'd never compromise
With the mystery tramp, but now you realize
He's not selling any alibis
As you stare into the vacuum of his eyes
And ask him do you want to make a deal?
How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
You never turned around
to see the frowns on the jugglers and the clowns
When they all did tricks for you
You never understood that it ain't no good
You shouldn't let other people
get your kicks for you
You used to ride on the chrome horse
with your diplomat
Who carried on his shoulder a Siamese cat
Ain't it hard when you discover that
He really wasn't where it's at
After he took from you everything he could steal.
How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
Princess on the steeple and all the pretty people
They're drinkin', thinkin' that they got it made
Exchanging all kinds of precious gifts and things
But you'd better lift your diamond ring,
you'd better pawn it babe
You used to be so amused
At Napoleon in rags
and the language that he used
Go to him now, he calls you, you can't refuse
When you got nothing, you got nothing to lose
You're invisible now,
you got no secrets to conceal.
How does it feel
How does it feel
To be on your own
With no direction home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Poesia a Qualquer Hora (207) - Murilo Mendes
O Filho do Século
Nunca mais andarei de bicicleta
Nem conversarei no portão
Com meninas de cabelos cacheados
Adeus valsa "Danúbio Azul"
Adeus tardes preguiçosas
Adeus cheiros do mundo sambas
Adeus puro amor
Atirei ao fogo a medalhinha da Virgem
Não tenho forças para gritar um grande grito
Cairei no chão do século vinte
Aguardem-me lá fora
As multidões famintas justiceiras
Sujeitos com gases venenosos
É a hora das barricadas
É a hora da fuzilamento, da raiva maior
Os vivos pedem vingança
Os mortos minerais vegetais pedem vingança
É a hora do protesto geral
É a hora dos vôos destruidores
É a hora das barricadas, dos fuzilamentos
Fomes desejos ânsias sonhos perdidos,
Misérias de todos os países uni-vos
Fogem a galope os anjos-aviões
Carregando o cálice da esperança
Tempo espaço firmes porque me abandonastes.
Murilo Mendes
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Sutilezas Literárias # 051 - José Lins do Rego
(...)
"Mas o engenho tinha tudo para mim. Tia Maria tomava conta de mim como se fosse mãe. E a lembrança de rainha mãe enchia os meus retiros de cinza. Por que morrera ela? E de meu pai, por que não me davam notícias? Quando perguntava por ele, afirmavam que estava doente no hospital. E o hospital ia ficando assim um lugar donde não se voltava mais. Via gente do engenho que ia para lá, com carta do meu avô, não retornar nunca. E as negras quando falavam do hospital mudavam a voz: "Foi para o hospital." Queriam dizer que foi morrer.
"Mas o engenho tinha tudo para mim. Tia Maria tomava conta de mim como se fosse mãe. E a lembrança de rainha mãe enchia os meus retiros de cinza. Por que morrera ela? E de meu pai, por que não me davam notícias? Quando perguntava por ele, afirmavam que estava doente no hospital. E o hospital ia ficando assim um lugar donde não se voltava mais. Via gente do engenho que ia para lá, com carta do meu avô, não retornar nunca. E as negras quando falavam do hospital mudavam a voz: "Foi para o hospital." Queriam dizer que foi morrer.
Tinha um medo doentio da morte. Aquilo da gente apodrecer debaixo da terra, ser comido pelos tapurus, me parecia incompreensível. Todo mundo tinha que morrer. As negras diziam que alguns ficavam para semente. Eu me desejava entre estes felizardos. Por que não podia ficar para semente? Dentro de um navio, enquanto o mundo todo se acabasse. E nesse barco eu me via cercado de tudo que era bicho, e a minha tia Maria, a negra Generosa, a vovó Galdina, o meu avô, tudo que me amava estaria comigo. Esta horrível preocupação da morte tomava conta da minha imaginação.
Uma ocasião estava morrendo no engenho um trabalhador. Levaram-me para vê-lo, estendido na esteira, com a boca meio aberta, arquejando. O homem estava na hora da morte. Aquele rosto lívido e molhado, aqueles olhos revirando, e a boca caída não me fizeram dormir à noite. Acordei aos gritos, com o homem do engenho perto de mim.
— Não deviam ter levado este menino para ver essas coisas!
E a morte deixou essa imagem gravada em minha memória. Vira também a prima Lili no seu caixãozinho de rosas. Mas não parecia morta a minha pobre prima. Ela fora assim mesmo em vida, tão branca, que morta mudara pouco.
O homem do engenho não me deixava ficar sozinho no escuro. Era ele que eu via quando se apagava a luz para dormir. E só podia dormir com uma pessoa junto de mim. Fiquei um menino medroso. De dia, porém, esperando os meus canários, amava a solidão. Era ela que deixava falar o que eu guardava por dentro — as minhas preocupações, os meus medos, os meus sonhos. O mundo de um menino solitário é todo dos seus desejos.
Tudo eu queria ter nesses meus retiros: o tesouro da história de Trancoso, o cavalinho de sela, aquela vara mágica das fadas, que virava em tudo que a gente quisesse. Eu desejava também que a velha Sinhazinha morresse. Então começava a ver a minha inimiga trucidada, com os cavalos desembestados puxando-lhe o corpo pelos espinhos. "(...)
José Lins do Rego, em "Menino de Engenho", páginas 66 à 68
José Olympio Editora - 23ª Edição - 1977
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Cartuns de Will Leite
William Leite é formado em Publicidade e
Propaganda e pós-graduado em Design, Cognição e Mídia.
Nasceu em 1986 na cidade de Porecatu, no Paraná.
(°> Veja mais: Will Tirando >>>
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Frase para a Semana
"Aprendi a procurar a felicidade
limitando os desejos, em vez
de tentar satisfazê-los."
Stuart Mill
(Londres, 20 de Maio de 1806 - Avignon-FRA, 8 de Maio de 1873)
Foi um filósofo e economista britânico. Um dos
pensadores liberais mais influentes do século XIX.
domingo, 9 de agosto de 2015
Recomendo a Leitura: Inferno
Inferno
Dan Brown
Tradução: Fabiano Morais
e Fernanda Abreu
Editora Arqueiro - 449 páginas
Neste livro de Dan Brown, o autor nos traz mais uma aventura de Robert Langdon, o professor de simbologia de Harvard, que através de uma das obras primas literárias, O Inferno, - que é a primeira parte da "Divina Comédia" de Dante Alighieri - , o levará a uma corrida contra o tempo, para tentar impedir que um engenhoso plano leve, talvez, a destruição do mundo como conhecemos. Mistérios, reviravoltas, passagens secretas, símbolos e perseguições, tudo isso faz parte do enredo, comum nos livros do autor.
Boa parte da história se passa na Itália, quando Robert Langdon acorda em um hospital, sem saber como foi para lá. E desconfia que alguém o está perseguindo para tentar matá-lo. Contando com ajuda da médica Sienna Brooks, ele consegue fugir deste hospital, e Langdon tentará decifrar o significado do objeto estranho que ele encontrou em seu paletó. Um tubo de metal que projeta o “Mapa do Inferno” de Botticelli, uma famosa obra de arte inspirada no “Inferno” de Dante Alighieri. Junto com Sienna, eles partem em uma alucinada e frenética aventura pela Itália, para tentar desvendar o que está acontecendo. E o vilão da vez é o geneticista Bertrand Zobrist. Ele está empenhado em exterminar metade da população mundial.
O enredo principal da trama é sobre o crescimento desacelerado e desproporcional da população mundial, e o que isso implica, para o futuro da humanidade. O livro é uma mistura de cultura, religião, literatura, engenharia genética e tecnologia. Além disto tudo, o que acho bem legal nos livros de Dan Brown são as descrições que ele faz dos lugares, da arquitetura e das obras de arte mencionadas no livro.
O livro é bom, mas, não supera seus anteriores. Uma leitura para conhecermos mais sobre a cultura, a arte e a literatura italiana e discutirmos sobre o papel da Ciência e das Organizações Mundiais para o futuro da humanidade.
*
“Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral.” - p. 7
Trechos:
> “As decisões do passado são os arquitetos do presente.” – p. 25
> "Seja o senhor quem for, deve saber muito bem que a OMS leva a questão da superpopulação muito a sério. Recentemente, gastamos milhões de dólares mandando médicos para a África com a missão de distribuir preservativos gratuitos e instruir as pessoas sobre métodos anticoncepcionais. – Ah, sim! – zombou o homem alto e magro. – E um exército ainda maior de missionários católicos foi para lá em seguida dizer aos africanos que, se eles usassem os tais preservativos, iriam todos para o Inferno. A África agora tem um novo problema ambiental: lixões transbordando de preservativos não utilizados." p. 102
> "– Era uma tese bem radical. O cronograma previsto era muito mais pessimista do que a estimativas anteriores, mas era sustentado por dados científicos bem sólidos. Zobrist fez muitos inimigos ao declarar que todos os médicos deveriam deixar de atuar porque aumentar a expectativa de vida humana só estava piorando o problema da superpopulação. Langdon agora entendia por que o artigo havia se espalhado tão rapidamente pela comunidade médica. – Como era de esperar – prosseguiu Sienna –, ele foi atacado por todos os lados: políticos, membros do clero, a OMS, todo mundo o ridicularizou como um maluco apocalíptico que estava apenas tentando gerar pânico.
O que causou tanto ressentimento foi a afirmação de que os filhos da juventude de hoje, caso ela decidisse se reproduzir, literalmente testemunhariam o fim da raça humana. Zobrist ilustrava seu argumento com um “Relógio do Apocalipse”, mostrando que, se todo o período da vida humana na Terra fosse concentrado em uma só hora... hoje estaríamos nos últimos segundos." - p. 203 e 204
> "Como em todos os grandes santuários, o tamanho prodigioso de Santa Sofia tinha dois objetivos. Em primeiro lugar, servia para provar a Deus quanto o homem era capaz de se esforçar para prestar homenagem a Ele. Em segundo, funcionava como uma espécie de tratamento de choque para os fiéis – um espaço tão imponente que aqueles que nele entravam se sentiam diminuídos, seus egos aniquilados e sua existência física e importância cósmica reduzida ao tamanho de uma simples partícula diante de Deus... um átomo nas mãos do Criador. Até o homem não ser nada, Deus nada pode fazer com ele. Martinho Lutero havia pronunciado essas palavras no século XVI, mas o conceito fazia parte da mentalidade dos construtores desde os primeiros exemplos de arquitetura religiosa." p. 378
> "A tradição cristã privilegiava imagens literais de Deus e santos, ao passo que o Islã se concentrava na caligrafia e nas formas geométricas para representar a beleza do universo de Deus. Segundo a tradição islâmica, como só Deus podia gerar a vida, não cabia ao homem criar imagens que a representassem – fossem elas de Deus, de pessoas ou mesmo de animais.
Langdon se lembrou de ter tentado explicar esse conceito a seus alunos certa vez:
– Um Michelangelo muçulmano, por exemplo, jamais teria pintado o rosto de Deus no teto da Capela Sistina. Em vez disso, teria escrito o nome de Deus. Retratar o rosto Dele teria sido considerado blasfêmia.
Em seguida, explicara por quê:
– Tanto o cristianismo quanto o islamismo são logocêntricos, ou seja, centrados na Palavra. Na tradição cristã, a Palavra se fez carne no livro de João: 'Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós.' Portanto, retratar a Palavra em forma humana era aceitável. Mas, na tradição islâmica, a Palavra não se fez carne, portanto, deve permanecer sob a forma de palavra. Na maioria dos casos, são representações caligráficas dos nomes das figuras sagradas do islamismo. Um de seus alunos resumira a complexa história com uma nota de rodapé curiosamente precisa:
-'Cristãos gostam de rostos; muçulmanos gostam de palavras.'” - p. 379
> "Por fim, Langdon tornou a falar:
– Existe um ditado antigo, muitas vezes atribuído ao próprio Dante...
– Ele fez uma pausa. – 'Lembre-se desta noite, pois ela é o início da eternidade.'” - p. 439
O Autor:
Dan Brown nasceu em Exeter (New Hampshire), em 22 de junho de 1964. É um escritor norte-americano. Seu primeiro livro, Fortaleza Digital, foi publicado em 1998 nos Estados Unidos. Seu maior sucesso foi o polêmico best-seller O Código da Vinci. É autor também de Anjos e Demônios, Ponto de Impacto e O Simbolo Perdido.
Fica a dica!
sábado, 8 de agosto de 2015
Trilha Sonora (202) - Judas Priest
Breaking the Law
Judas Priest
Compositores: Glenn Tipton,
K.K. Downing e Håkan Lundqvis
There I was completely wasting
Out of work and down
All inside it's so frustrating
As I drift from town to town
Feel as though nobody cares
If I live or die
So I might as well begin
To put some action in my life
Breaking the law, breaking the law
So much for the golden future
I can't even start
I've had every promise broken
And there's anger in my heart
You don't know what it's like
You don't have a clue
If you did you'd find yourselves
Doing the same thing too
Breaking the law, breaking the law
You don't know what it's like
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Poesia a Qualquer Hora (206) - Paulo Leminski
Aviso aos Náufragos
Esta página, por exemplo,
não nasceu para ser lida.
Nasceu para ser pálida,
um mero plágio da Ilíada,
alguma coisa que cala,
folha que volta pro galho,
muito depois de caída.
Nasceu para ser praia,
quem sabe Andrômeda, Antártida
Himalaia, sílaba sentida,
nasceu para ser última
a que não nasceu ainda.
Palavras trazidas de longe
pelas águas do Nilo,
um dia, esta página, papiro,
vai ter que ser traduzida,
para o símbolo, para o sânscrito,
para todos os dialetos da Índia,
vai ter que dizer bom-dia
ao que só se diz ao pé do ouvido,
vai ter que ser a brusca pedra
onde alguém deixou cair o vidro.
Não é assim que é a vida?
Paulo Leminski
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
20 anos - Golaço de Marcelinho Carioca contra o Palmeiras
O dia 6 de agosto de 1995 ficou marcado para o torcedor corintiano.
De virada e com um golaço de Marcelinho Carioca, o Corinthians
derrotou o Palmeiras e sagrou-se campeão do Paulista de 1995.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 X 1 PALMEIRAS
Local: Estádio Santa Cruz - Ribeirão Preto (SP)
Data: 06/08/1995
Árbitro: Remi Harrel (França)
Público: 46.594
Renda: R$ 439.108,00
Gols: Nílson (11 - 2º), Marcelinho (15 - 2º) e Elivélton (14 - 2º prorrogação)
CORINTHIANS: Ronaldo; André Santos (Vítor), Célio Silva, Henrique
e Silvinho; Zé Elias, Bernardo, Marcelinho e Souza (Tupãzinho);
Viola e Marques (Elivélton). Técnico: Eduardo Amorim
PALMEIRAS: Velloso; Índio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos
(Flávio Conceição); Amaral, Mancuso, Edílson (Válber) e Rivaldo;
Alex Alves (Nílson) e Muller. Técnico: Carlos Alberto Silva.
Ríver Plate é o Campeão da Libertadores 2015
Ríver Plate da Argentina se tornou, campeão da Liberadores 2015.
A equipe platina venceu o Tigres do México por 3x0, e
A equipe platina venceu o Tigres do México por 3x0, e
conquistou seu 3.º título no campeonato (1986, 1996 e 2015).
> Tabela à partir das Oitavas de Final:
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Imagens da Vez: A Arte de Pawel Kuczynski
Pawel Kuczynski, artista gráfico polonês que através de sua
arte faz reflexões e críticas, utilizando-se do humor, para
tratar da realidade e problemas universais.
Pawel Kuczynski é um cartunista/ilustrador polonês nascido em 1976.
Graduado pela Academia de Belas Artes de Poznam e especializado
em Artes Gráficas trabalha com Ilustrações satíricas desde 2004 e já
foi agraciado com mais de 100 diferentes prêmios.
(°> Via: Ser Melhor >>> [clique e veja mais]
terça-feira, 4 de agosto de 2015
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Frase para a Semana
" Nada é mais humilhante
do que ver os tolos vencer
naquilo em que fracassamos. "
Gustave Flaubert
(Rouen, 12 de dezembro de 1821 – Croisset, 8 de maio de 1880)
Escritor francês. Prosador importante, Flaubert marcou a literatura
francesa pela profundidade de suas análises psicológicas, seu
senso de realidade e sua lucidez sobre o comportamento social.
sábado, 1 de agosto de 2015
Trilha Sonora (201) - The Monkees
Daydream Believer
The Monkees
Compositor: John Stewart
Compositor: John Stewart
Oh I could hide neath the wings
of the bluebird as she sings
The six o'clock alarm would never ring
but it rings and I rise
wipe the sleep out of my eyes
my shaving razors cold and it stings
(Chorus)
Cheer up sleepy Jean
oh what can it mean
to a daydream believer
and a homecoming queen
You once thought of me
as a white knight on his steed
now you know how happy I can be
oh and our good times start and end
without dollar one to spend
but how much baby do we really need
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