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"Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada."
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês
domingo, 10 de janeiro de 2016
sábado, 9 de janeiro de 2016
Trilha Sonora (221) - The Smiths
There Is A Light That
Never Goes Out
The Smiths
Take me out tonight
Where there's music and there's people
Who are young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one, anymore
Take me out tonight
Because I want to see people and I want to see life
Driving in your car
Oh please don't drop me home
Because it's not my home, it's their home
And I'm welcome no more
And if a double-decker bus crashes into us
To die by your side is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure and the privilege is mine
Take me out tonight
Take me anywhere, I don't care, I don't care, I don't care
And in the darkened underpass I thought
Oh god, my chance has come at last
But then a strange fear gripped me
and I just couldn't ask
Take me out tonight
Oh, take anywhere, I don't care, I don't care, I don't care
Just driving in your car
I never never want to go home
Because I haven't got one, oh lord
No I haven't got one.
And if a double-decker bus crashes into us
To die by your side, such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck kills the both of us
To die by your side
Well the pleasure and the privilege is mine
There is a light that never goes out...
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Poesia a Qualquer Hora (228) - Alexandre Guarnieri
de pele é revestido o corpo, tecido
vivo \ no livro, chama-se capa
(o couro sob o título) \ abri-lo:
gráfico grito \ mas como ouvi-lo
se é branco o ruído da celulose,
- tão silenciosa? todo livro fechado
se cala \\ cada nova leitura o amplia.
de órgãos o corpo é preenchido,
de vírus, microrganismos, avisos /
no livro, diz-se texto / há páginas
em que apenas a aparência é pueril /
decifrá-las nem sempre é fácil, há vários
níveis de sentido ou, ainda, na entrelinha,
o seu estilo // neste exercício: o mais difícil.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
No Ano Passado, por Mario Quintana
No ano passado...
Já repararam como é bom dizer "o ano passado"? É como quem já tivesse atravessado um rio, deixando tudo na outra margem...Tudo sim, tudo mesmo! Porque, embora nesse "tudo" se incluam algumas ilusões, a alma está leve, livre, numa extraodinária sensação de alívio, como só se poderiam sentir as almas desencarnadas. Mas no ano passado, como eu ia dizendo, ou mais precisamente, no último dia do ano passado deparei com um despacho da Associated Press em que, depois de anunciado como se comemoraria nos diversos países da Europa a chegada do Ano Novo, informava-se o seguinte, que bem merece um parágrafo à parte:
"Na Itália, quando soarem os sinos à meia-noite, todo mundo atirará pelas janelas as panelas velhas e os vasos rachados".
Ótimo! O meu ímpeto, modesto mas sincero, foi atirar-me eu próprio pela janela, tendo apenas no bolso, à guisa de explicação para as autoridades, um recorte do referido despacho. Mas seria levar muito longe uma simples metáfora, aliás praticamente irrealizável, porque resido num andar térreo. E, por outro lado, metáforas a gente não faz para a Polícia, que só quer saber de coisas concretas. Metáforas são para aproveitar em versos...
Atirei-me, pois, metaforicamente, pela janela do tricentésimo-sexagésimo-quinto andar do ano passado.
Morri? Não. Ressuscitei. Que isto da passagem de um ano para outro é um corriqueiro fenômeno de morte e ressurreição - morte do ano velho e sua ressurreição como ano novo, morte da nossa vida velha para uma vida nova.
Mario Quintana
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
O Quebrador de Promessas
Daniel Garcia, mais conhecido como Juca, é cartunista, jornalista,
ilustrador e designer gráfico. Editor da revista independente
Tarja Preta, diretor e produtor do documentário longa-metragem
“Malditos Cartunistas”, o 1o. sobre desenhistas de humor brasileiros,
que virou série de tv pro Canal Brasil, com material inédito.
(°> Veja mais cartuns e tiras em: Pilha Errada >>>
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Frase para a Semana
"O tempo tudo tira e tudo dá;
tudo se transforma,
nada se destrói."
Giordano Bruno
(Nola, Reino de Nápoles, 1548 - Roma, Campo de Fiori, 17 de fevereiro de 1600)
Foi um teólogo, filósofo, escritor e frade italiano condenado
à morte na fogueira pela Inquisição romana com a acusação
de heresia ao defender erros teológicos.
domingo, 3 de janeiro de 2016
Personalidades que Faleceram em 2015
JANEIRO
(7) - Georges Wolinski - Cartunista e Escritor Franco Tunisiano
(7) - Stéphane Charbonnier - Caricaturista e Jornalista Francês
(7) - Waldir Onofre - Ator e Cineasta Brasileiro
(23) - Abdullah bin Abdul Aziz Al-Saud - Rei Saudita
(24) Maria Della Costa - Atriz Brasileira
(25) Demis Roussos - Cantor e Compositor Grego
(29) - Colleen McCullough - Escritora Australiana
FEVEREIRO
(4) - Odete Lara - Atriz Brasileira
(12) - Tomie Ohtake - Artista Plástica Nipo-brasileira
(13) - Carlos Urbim - Escritor e Jornalista Brasileiro
(14) - Michele Ferrero - Empresário Italiano
(15) - Zé do Rancho - Cantor e Compositor Brasileiro
(21) - David Martins Miranda - Pastor Evangélico Brasileiro
(22) - Renato Rocha - Músico Brasileiro
(27) - Leonard Nimoy - Ator e Diretor Norte-americano
(28) -Yasar Kemal - Escritor Turco
sábado, 2 de janeiro de 2016
Trilha Sonora (220) - Oasis
Don't Look Back In Anger
Oasis
Compositor: Noel Gallagher
Slip inside the eye of your mind
Don't you know you might find
A better place to play
You said that you'd never been
But all the things that you've seen
Will slowly fade away
So I start a revolution from my bed
'Cos you said the brains I had went to my head
Step outside the summertime's in bloom
Stand up beside the fireplace
Take that look from off your face
'Cos you ain't ever gonna burn my heart out
And so Sally can wait,
She knows its too late
As we're walking on by
My soul slides away,
But don't look back in anger
I heard you say
Take me to the place where you go
Where nobody knows if it's night or day
But please don't put your life in the hands
Of a Rock n Roll band
Who'll throw it all away
I'm gonna start a revolution from my bed
'Cos you said the brains I had went to my head
Step outside cos summertime's in bloom
Stand up beside the fireplace
Take that look from off your face
'Cos you ain't ever gonna burn my heart out
So Sally can wait,
She knows its too late
As she's walking on by
My soul slides away,
But don't look back in anger
I heard you say
So Sally can wait,
She knows its too late
As she's walking on by
My soul slides away,
But don't look back in anger
I heard you say
So Sally can wait
She knows it's too late as she's walking on by
My soul slides away
But don't look back in anger
Don't look back in anger
I heard you say
At least not today
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Poesia a Qualquer Hora (227) - Antônio Miranda
“O hábito nacional de deixar tudo para o dia seguinte”.
MÁRIO DE ANDRADE.
Eterna nação do futuro!
Sem noção da própria história
talvez por falta de memória.
É que estamos ligados à terra
e a terra é sempre o cotidiano
em renovação
com tudo que ela encerra:
(uma questão de meridiano)
luz, (in)salubridade, brotação
- nascer e renascer a cada ano
mas, por opção
preferimos o pôr-do-sol
aos arrebóis.
Seres diurnos
mas de hábitos noturnos
sob os lençóis da madrugada
amancebada.
Stephan Zweig a falar de futuro!
E com toda razão...
não cultuamos heróis:
vivemos de premonição
enquanto os fatos históricos
viram meras efemérides
— que eufemismo!!!
são datas oficiais
— nunca pessoais, entranhadas.
Nada sabemos da Independência
e de sua conseqüência
e a tal da Abolição da Escravatura
ficou mesmo na assinatura.
Em quem votamos
nas últimas eleições
(sem melhores opções)?
Indiferentes a qualquer governo
- em que nunca confiamos
nem creditamos esperanças –
pois não acreditamos em políticos.
Entre nós, o caudilhismo
fracassou
enquanto prosperou nas vizinhanças.
Sobreviveu ao coronelismo
do voto de cabresto,
pois votamos de arresto
compulsória e obrigatoriamente.
“Este futuro é sermos tudo”
vaticinou Fernando Pessoa.
O futuro é termos tudo
que o passado nos l(n)egou.
Antônio Miranda
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