"Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada."
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Melhores Leituras de 2017

Ano passado li 14 livros. Destes, destaco 7 que li e gostei 
muito, são excelentes leituras, recomendo-os, confira:


7) Pra Ser Sincero - 123 Variações Sobre o Mesmo Tema
Humberto Gessinger
Neste livro, Humberto Gessinger, conta-nos sobre o surgimento dos Engenheiros do Hawaii, do qual ele é vocalista, instrumentista e principal letrista, desta banda que surgiu em 1984 em Porto Alegre-RS, e se tornou uma dos principais grupos de Rock do país. O livro traz várias fotos e comentários sobre os discos lançados pela banda, além de falar das letras e músicas e das influências musicais. Traz curiosidades sobre a banda e suas formações e sobre sua vida artística. [saiba +]

6) O Comprador de Aventuras
Ivan Angelo
Um cego querendo captar a beleza de um quadro, um defensor da gramática combatendo os erros nas placas da cidade e o primeiro amor... Em cada uma das crônicas, Ivan Ângelo convida o leitor a rir, pensar e se emocionar. Divertido livro de crônicas, uma melhor que a outra. 

5) Pecar e Perdoar - Deus e o Homem na História
Leandro Karnal
Do pecado original aos pecados contemporâneos, Karnal destrincha o assunto neste ótimo livro. Pecar e Perdoar - Deus e o Homem na História, em um texto leve, lúcido e instigante, nos leva a refletir sobre os pecados e o perdão. Karnal fala no decorrer do livro dos pecados capitais, em especial a inveja, e principalmente sobre o orgulho, que ele considera o pai de todos os pecados. Fala também sobre alguns personagens envolvidos com a religião. E através de passagens bíblicas, desde o Livro do Gênesis até ao Apocalipse, o autor, nos explica teológica e filosoficamente, mas de fácil compreensão, sobre os ditames do pecar e do perdoar e delineia sobre a moral, a ética e os preceitos religiosos que formam a base da tradicional família cristã. [ saiba + ]

4) Horizonte Perdido
James Hilton
Horizonte Perdido, é um romance publicado em 1933, do autor britânico James Hilton. É uma história utópica, insólita e incomum. Quatro pessoas - Miss Roberta Brinklow, Henry Barnard, Hugh Conway e Charles Mallinson - vão parar numa aldeia denominada Shangri-Lá, - escondida nas montanhas do Tibete. De acesso quase impossível, lá se encontra um mosteiro, onde habitam pessoas que vivem em idades avançadas, inclusive o Lama Superior, que é quem comanda o lugar. Pressentindo sua morte ele escolhe um entre estes quatros, para ser o seu sucessor e novo líder do lugar misterioso. [ saiba + ]


3) Brasil - Cazuza, Renato Russo 
e a Transição Democrática
Mario Luis Grangeia
Neste livro, o autor Mario Luis Grangeia, traça um paralelo entre a política e a música de Cazuza e Renato Russo durante a ditadura militar, e a transição para a democracia, com as eleições diretas em 1985. O autor analisa as obras, os anseios, os ideais e as declarações destes dois poetas do rock nacional, da década de 1980, que transformaram e incitaram à época do regime militar para a escolha novamente democrática de um presidente da república. Ao trazer a análise do repertório dos dois músicos, Grangeia nos mostra a importância que tiveram na formação da juventude brasileira desta década importante no Brasil, tanto politica quanto culturalmente. [ saiba + ]

2) O Diário de Anne Frank
Annelies Marie Frank
Org.: Otto Frank e Miram Pressler
Este comovente diário escrito por Annelies Marie Frank, entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944, traz à tona os relatos mais impressionantes das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Anne Frank, seus pais, sua irmã e mais quatro outros judeus, se refugiaram em um sótão de uma casa, durante a ocupação dos nazistas na Holanda. Anne escreve em seu diário sobre os momentos vividos neste esconderijo, chamado depois de “Anexo Secreto”, narra de forma singela os acontecimentos em torno da guerra, da rotina deste grupo confinado neste lugar; narra seus sonhos e suas preocupações, o cotidiano destas pessoas, suas desavenças e conflitos com sua mãe e a admiração e amizade com Peter van Daan. Um fascinante relato sobre a coragem e a fraqueza humana. [ saiba + ]

1) As Aventuras de Robinson Crusoé
Daniel Defoe
Robinson Crusoé é o único sobrevivente de um naufrágio. Ele consegue chegar a uma ilha deserta no Oceano Pacífico, perto da costa da América do Sul, onde enfrentará dificuldades e levará uma vida singular. Antes deste acidente, Crusoé esteve morando no Brasil, onde tinha uma propriedade agrícola. O dia exato do naufrágio foi dia 30 de setembro de 1659. Vivendo de forma primitiva e isolada da civilização, o marinheiro constrói uma fortaleza, e com os restos de mantimentos, suplementos e ferramentas do navio naufragado que ficou próximo à margem da ilha, ele passa a plantar, pescar, caçar e a domesticar alguns animais selvagens, de onde proverá seu sustento por quase 28 anos. 

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Estes foram os 7 melhores livros que li ano passado.
Talvez não necessariamente nesta ordem. 
Mas, são excelentes livros ! 

Recomendo !

< Até mais ! >
Namastê !

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Algumas Fotografias de 2017

 Imagens que valem mais que mil palavras 

JANEIRO

FEVEREIRO

MARÇO

ABRIL

MAIO

JUNHO

JULHO

AGOSTO

SETEMBRO

OUTUBRO

NOVEMBRO

DEZEMBRO

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Mínimo máximo


Personalidades que Faleceram em 2017

Relembre algumas personalidades do Esporte, Cinema,
 Literatura, Música, TV e da Política que morreram em 2017.

JANEIRO 
(3) - Vida Alves - Atriz e Escritora Brasileira

(6) - Ricardo Piglia - Escritor Argentino

(7) - Mário Soares - Político Português

(9) - Zygmunt Bauman - Filósofo Polonês

(19) - Teori Zavascki - Jurista e Ministro Brasileiro

(20) - Carlos Alberto Silva - Treinador de Futebol Brasileiro

(20) - Darci Rossi - Compositor Brasileiro

(27) - John Hurt - Ator Britânico

(28) - Russo - Assistente de Palco de TV Brasileiro

FEVEREIRO
(3) - Marisa Letícia Lula da Silva - Ex-primeira Dama Brasileira 

(7) - Tzvetan Todorov - Filósofo Búlgaro

(12) - Al Jarreau - Cantor Norte-americano

(25) - Bill Paxton - Ator e cineasta Norte-americano

MARÇO
(10) - John Surtees - Automobilista Britânico

(18) - Chuck Berry - Cantor e Compositor Norte-americano

(29) - João Gilberto Noll - Escritor Brasileiro

ABRIL
(19) - Neuza Amaral - Atriz Brasileira

(23) - Jerry Adriani - Cantor Brasileiro


(24) - Robert M. Pirsig - Escritor e Filósofo Norte-americano

(26) - Jonathan Demme - Cineasta Norte-americano

(26) - Carlos Chagas - Jornalista e Escritor Brasileiro

(30) - Belchior - Cantor e Compositor Brasileiro 

Frase para a Semana

“Para ganhar um ano novo que
mereça este nome, você,
meu caro, tem de merecê-lo, 
tem de fazê-lo de novo, eu sei
que não é fácil, mas tente, 
experimente, consciente. 
É dentro de você que o 
Ano Novo cochila e 
espera desde sempre.”
Drummond
(Itabira-MG, 31 de outubro de 1902 - Rio de Janeiro-RJ, 17 de agosto de 1987) 
Foi um poeta, contista e cronista brasileiro, considerado por muitos o mais 
influente poeta brasileiro do século XX. Drummond foi um dos principais
poetas da segunda geração do Modernismo brasileiro.

sábado, 30 de dezembro de 2017

5 Links - # 258 >>>

Brasil: Cazuza, Renato Russo e a Transição Democrática

Brasil - Cazuza, 
Renato Russo 
e a Transição
Democrática

Autor:
Mario Luís Grangeia

Editora: Civilização Brasileira  
2016 – 176 páginas


Neste livro, o autor Mario Luis Grangeia, traça um paralelo entre a política e a música de Cazuza e Renato Russo durante a ditadura militar, e a transição para a democracia, com as eleições diretas em 1985.  O autor analisa as obras, os anseios, os ideais e as declarações destes dois poetas do rock nacional, da década de 1980,  que transformaram e incitaram  à época do regime militar para a escolha novamente democrática de um presidente da república.  Ao trazer a análise do repertório dos dois músicos, Grangeia nos mostra a importância que tiveram na formação da juventude brasileira desta década importante no Brasil, tanto politica quanto culturalmente. Russo e Cazuza viveram este período conturbado no Brasil e souberam transformá-lo em músicas e influenciaram uma geração com seus questionamentos, reflexões e ideais. A obra tem um texto muito fluente, permeadas por frases e trechos de letras das músicas destes dois grandes artistas. E estas são letras que parecem que foram feitas recentemente, pois são muito atuais. Eles realmente eram compositores atemporais.
Muito bom o livro, interessante pra quem gosta de história política e seus desdobramentos nesta década marcante, do rock nacional da década de 1980, da Legião Urbana e de Cazuza. Recomendadíssimo. 

O livro se divide em 7 capítulos: 1) O Tenor , o barítono e a democracia desafinada; 2) Autoritarismo: aversão ao regime militar; 3)Patriotismo: exaltação e indignação convivem; 4) Ideologia: oscilação da esperança ao desencanto; 5) Desigualdades: renda concentrada e outras disparidades; 6) Orientação sexual: homossexualidade sem tabu. 7) Crônicas do Brasil de ontem e hoje. 
Além do posfácio, agradecimentos, uma linha do tempo com acontecimentos selecionados das vidas de Cazuza e Renato Russo (Histórias Cruzadas), bibliografia e discografia.

Trechos:
- “O LP de estreia Legião Urbana (1985) abria com “Será”, que fez sucesso ao vocalizar dilemas românticos e políticos meses após o Congresso Nacional ouvir, mas não escutar, o clamor das ruas pela eleição presidencial direta. “Não é me dominando assim/ Que você vai me entender.” Na noite de 15 de janeiro, dias após aquele lançamento, Cazuza fechou o primeiro show do Barão no Rock in Rio, mostrando-se esperançoso com a eleição indireta de Tancredo Neves.” – p. 20
- “Na carreira solo, Cazuza explorou outros ritmos além do rock e do blues, como a bossa nova e o samba, e gravou seis discos— incluindo um ao vivo, um duplo e um póstumo. Em 1989, foi o primeiro artista brasileiro a revelar que tinha aids, que o levaria à morte no ano seguinte. Segundo Lucinha Araújo conta em Cazuza: Só as mães são felizes, ele gravou 126 letras de sua própria autoria, teve 34 registradas por outras vozes e deixou mais de 60 inéditas. Em 1990, sua mãe criou a Sociedade Viva Cazuza, para o apoio a crianças e jovens com o vírus HIV.” – p. 21
- “Entre a composição de “Faroeste caboclo” (1979) e sua gravação (1987), o interlocutor de João de Santo Cristo no Planalto mudara de Figueiredo para Sarney sem ter sido Tancredo e o sofrimento de “toda essa gente” só piorava: a estagnação econômica e a alta inflação geraram perdas absolutas de renda entre todos, menos nos 10% mais ricos. Somando nove minutos nada comuns no 23 meio radiofônico, os 157 versos narravam os descaminhos da saga de João de Santo Cristo, que não atingiu a meta de vocalizar o sofrimento popular em Brasília. O mesmo não se pode dizer do compositor, que desde cedo cantou não apenas por si.” P. 24

-“ Quando a guerra fria ainda cindia o mundo entre capitalistas e socialistas, Cazuza defendeu o socialismo ao ser perguntado no suplemento Ipanema de O Globo, sobre qual seria o caminho revolucionário: ‘O socialismo é o único rumo para melhorar um país subdesenvolvido. O comunismo é ditatorial, mas o socialismo permite rever todos os valores, redistribuir a renda, fazer a reforma afrária, coisas que deveriam ter sido feitas cem anos atás.” – p. 80

-“ ‘Até bem pouco tempo atrás, a gente realmente acreditava que poderia mudar alguma coisa’, disse Renato às vésperas da eleição de 1989 para o jornal A Tarde. ‘Depois percebemos que não ia dar mais para mudar, mas continuamos acreditando. E passou certo tempo – eu pelo menos senti isso – em que as pessoas aqui do Brasil, principalmente depois do plano Cruzado, ficaram descrentes de tudo. Está assim atualmente: elas deixam as coisas irem sem convicção. Mesmo estas eleições presidenciais estão assim: todo mundo está querendo acreditar, mas ninguém acredita muito.’” p. 84

- “ A identidade brasileira teve na música popular a expressão artística mais decisiva paa sua formação no século XX. ‘Mais completa, mais totalmente nacional, mais forte criação da nossa raça até agora’, definiu a música popular o escritor Mário de Andrade em 1928, numa descrição que continuaria válida nas décadas seguintes, a julgar pela relevância de estilos como samba-canção, a bossa nova, a tropicália e o rock.’” – p.123

- “Pela força de suas obras, Cazuza e Renato foram aclamados porta-vozes de sua geração. Em artigos editados junto a seus obituários no Jornal do Brasil, o crítico Tárik de Souza via em Cazuza o ‘locutor impune da indignação no país dos sequestros’ e em  Renato a ‘genialidade poética de fio terra da raça e parabólica de geração. Como poucos, eles refletiram dilemas do indivíduo e da sociedade em seu tempo e dividiram, com tantos, ideias com que muitos se identificaram.” – p. 148

***

“Uma contribuição do livro é o realce à faceta cronista dos dois cantores.” - Grangeia

O Autor: 
Mario Luis Grangeia é jornalista e doutorando em Sociologia pela UFRJ. Foi repórter de EXAME e O GLOBO, colaborou para revistas VEJA e BRAVO! E atualmente é assessor do Ministério Público Federal.

Obs.: O valor recebido pelo autor com este livro será destinado à Sociedade Viva Cazuza.

Fica a Dica!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Poesia a Qualquer Hora (302) - Anderson Braga Horta

Oração

A Casa de meu Pai tem muitas moradas.
O universo é meu lar.
Não conheço fronteiras.

Pequeno verme num pomar de estrelas, 
deu-me o pai infinitas vidas
para em todas ardê-las.

No seio de meu Pai estou, mesmo na queda.
Sem desespero encaro
minha pobre verdade.

E sei, por este mesmo anseio de alto, 
que — além da eternidade —
me espera a eternidade.

Anderson Braga Horta
[ Saiba + ]

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Dois Velhinhos por Dalton Trevisan

Dois Velhinhos
Dalton Trevisan

Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.
Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora.
Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrado, anunciava o primeiro:

— Um cachorro ergue a perninha no poste.

Mais tarde:

— Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

— Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remordia-se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.

Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo.

Cochilou um instante — era dia. Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo.

*
Texto extraído do livro “Mistérios de Curitiba”, 
Editora Record — Rio de Janeiro, 1979, pág. 110. 

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

11 Caricaturas de Atores Brasileiros

Raul Cortez (1932-2006) 

Francisco Cuoco (1933)

Antônio Fagundes (1949)

Lima Duarte (1930)

Tarcísio Meira (1935)

Wagner Moura (1976)

Marco Nanini (1948)

Paulo Goulart (1933 - 2014)

Toni Ramos (1948)

Rodrigo Santoro (1975)

José Wilker (1944 - 2014)