"Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada."
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Forrest Gump: 20 Anos - 11 Desenhos !

Este ano de 2014, faz 20 anos, que um de meus filmes favoritos, foi lançado. Trata-se do belo, fantástico e emocionante, "Forrest Gump - O Contador de Histórias". Filme dirigido por Robert Zemeckis e estrelado por Tom Hanks, Gary Sinise, Robin Whigth, Sally Field, entre outros. O longa cobre 40 anos da história dos Estados Unidos, vistos pelos olhos de Forrest Gump, interpretado magnificamente por Tom Hanks, que lhe rendeu um Oscar de Melhor Ator. Gump é um rapaz com QI abaixo da média e com boas intenções. Por obra do acaso, ele consegue testemunhar eventos históricos, como a Guerra do Vietnã e o Caso Watergate, encontra figuras importantes e populares, como Elvis Presley, John Kennedy, John Lennon, mas sempre pensando no seu amor de infância, Jenny Curran.
Além do Oscar de melhor ator, o longa também foi premiado nas categorias de Melhor Filme, Diretor, Roteiro Adaptado, Efeitos Especiais e Melhor Edição.

O filme estreou no Brasil em Agosto de 1994.


Confira abaixo, 11 desenhos inspirados em Forrest Gump:










"A vida é como uma caixa de bombons,
 você nunca sabe o que vai encontrar."
- Forrest Gump

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Golaço de brasileiro na Bélgica

Corriam 26 segundos de jogo no Daknamstadion, casa do KSV Lokeren,
no último domingo, quando o time da casa estreava no Campeonato Belga
2014/15 contra o Zulte Waregen. Foi justamente com o cronômetro assim,
sem sequer ter cravado um minuto de bola rolando, que o brasileiro Junior
Dutra matou no peito cruzamento na entrada da área, virou uma bicicleta
e marcou um golaço. 
Via: ESPN >>>

Cena de Cinema # 143 - Highlander

(Highlander - O Guerreiro Imortal - 1986) +

Imagens da Vez: A Arte de William Kass






William Kass, transforma vários tipos de alimentos em cenários
 incríveis e divertidos. As imagens acima faz parte do projeto "Minimize".
 Kass é brasileiro, e formado em arquitetura e urbanismo.
Muito criativo, espetacular!

°°° Veja mais: William Kass >>>

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Gif: O Cara é Rápido!


Centenário de José Cândido de Carvalho

Hoje (5 de Agosto), 100 anos do Nascimento do Escritor José Cândido de Carvalho 

José Cândido de Carvalho, foi jornalista, contista e romancista. Filho de lavradores de Trás-os-Montes, norte de Portugal, aos oito anos, por doença do pai, deixou Campos(RJ) e foi morar algum tempo no Rio de Janeiro, quando trabalhou, como estafeta, na Exposição Internacional de 22. Desses tempos fabulosos da história do mundo, os alegres anos 20, o menino guardou lembranças inesquecíveis. Logo voltou a Campos, onde continuou a estudar em escolas públicas. Nas férias trabalhava como ajudante de farmacêutico, cobrador de uma firma de aguardente e trabalhador de uma refinação de açúcar. Ao anunciar-se a Revolução de 30, José Cândido trocou o comércio pelo jornal. Iniciou a atividade de jornalista na revisão de 'O Liberal'. Entre 1930 e 1939, exerceu funções de redator e colaborador em diversos periódicos de Campos (RJ). Admirador de Rachel de Queiroz e José Lins do Rego, começou a escrever, em 1936, o romance 'Olha para o céu, Frederico!', publicado em 1939. Concluiu seus preparatórios no 'Liceu de Humanidades' de Campos e veio conquistar o diploma de bacharel de Direito, em 1937, pela Faculdade em Direito do Rio de Janeiro. Passou a morar no Rio, em Santa Teresa, entrando para a redação de 'A Noite', um jornal de quatro edições diárias. Como funcionário público, conseguiu um cargo de redator no 'Departamento Nacional do Café', mas ali ficou por pouco tempo. Em 1942, Amaral Peixoto, então interventor no Estado do Rio, convidou-o para trabalhar em Niterói, onde vai dirigir 'O Estado', um dos grandes diários fluminenses, e onde passa a residir. Com o desaparecimento de 'A Noite', em 1957, vai chefiar o copidesque de 'O Cruzeiro' e dirigir, substituindo Odylo Costa, filho, a edição internacional dessa importante revista. Somente 25 anos depois de ter publicado o primeiro romance, José Cândido publica, em 1964, pela Empresa Editora de 'O Cruzeiro', o romance "O coronel e o lobisomem", uma das obras-primas da ficção brasileira. Foi publicado também em Portugal traduzido para o francês e o espanhol. Obteve o 'Prêmio Jabuti', da Câmara Brasileira do Livro, o Prêmio Coelho Neto, da Academia Brasileira, e o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil. Em 1970, José Cândido de Carvalho foi diretor da Rádio Roquette -Pinto, onde se manteve até 74, quando assumiu a direção do Serviço de Radiodifusão Educativa do MEC. Eleito em 23 de maio de 1973 para a Cadeira n.º 31, sucedendo a Cassiano Ricardo, foi recebido em 10 de setembro de 1974 pelo acadêmico Herberto Sales na Academia Brasileira de Letras. Em 75, foi eleito presidente do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. De 1976 a 1981, foi presidente da Fundação Nacional de Arte (Funarte), cargo para o qual foi convidado por uma de suas maiores admirações políticas, o ministro Nei Braga. De 1982 a 1983 foi presidente do Instituto Municipal de Cultura do Rio de Janeiro (Rioarte). Estava escrevendo um novo romance, "O Rei Baltazar", que ficou inacabado. Além do grande romance que o inscreveu na literatura brasileira como um autor singular, José Cândido publicou dois livros de "contados, astuciados, sucedidos e acontecidos do povinho do Brasil" e reuniu, em "Ninguém mata o arco-íris", uma série de retratos jornalísticos. Sua obra de ficcionista é das mais originais, graças à linguagem pitoresca e aos personagens, ora picarescos, ora populares extraídos do "povinho do Brasil".

Em 2005, foi lançado o filme "O coronel e o lobisomem", baseado no romance de mesmo nome, com Diogo Vilela, Selton Mello, Ana Paula Arósio, Pedro Paulo Rangel, Andréa Beltrão e Tonico Pereira, sob a direção de Maurício Farias.

Bibliografia:
-Olha para o céu, Frederico!, romance (1939)
-O coronel e o lobisomem, romance (1964)
-Porque Lulu Bergantim não atravessou o Rubicon, contados, astuciados... (1971)
-Um ninho de mafagafos cheio de mafagafinhos, contados, astuciados... (1972) 
-Ninguém mata o arco-íris, crônicas (1972)
-Manequinho e o anjo de procissão, contos (1974)
-Se eu morrer, telefone para o céu, Ed. Ediouro - Rio de Janeiro, 1979
-Os Mágicos Municipais, José Olympio Editora — Rio de Janeiro, 1984

°°° Fonte: Releituras >>>

"Às vezes penso que o Brasil não existe. 
É um conto de Pedro Álvares Cabral com 
prefácio de Pero Vaz de Caminha."
José Cândido de Carvalho
(5 de Agosto de 1914 - 1 de Agosto de 1989)

Genética !

Genética 
você está fazendo isso certo

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Frase para a Semana

"Aproveite a vida. A morte 
pode ser definitiva."
Hans Christian Andersen
(Odense, 2 de Abril de 1805 - Copenhague, 4 de Agosto de 1875) 
Foi um escritor e poeta de histórias infantis dinamarquês.

domingo, 3 de agosto de 2014

sábado, 2 de agosto de 2014

5 Links - # 086 >>>

Trilha Sonora (152) - Margareth Avery

Miss Celie's Blues 
Margareth Avery
Compositores: Quincy Jones, 
Rod Temperton e Lionel Richie

Woh woh ..........
Uhm uhm ..........
Uhm uhm ..........

Sister,
you've been on my mind
Sister, we're two of a kind
So sister,
I'm keepin' my eyes on you
I betcha think
I don't know nothin'
But singin' the blues
Oh sister, have I got news for you
I'm somethin'
I hope you think
that you're somethin' too

Oh, Scufflin',
I been up that lonesome road
And I seen a lot of suns goin' down
Oh, but trust me
No low life's gonna run me around

So let me tell you somethin' sister
Remember your name
No twister,
gonna steal your stuff away
My sister
Sho' ain't got a whole lot of time
So shake your shimmy,
Sister
'Cause honey this 'shug
is feelin' fine

*
P.s. 1:  Margareth Avery interpreta  a personagem Shug Avery, cantando 
Miss Celie´s Blues no filme "A Cor Púrpura" (1985), de Steven Spielberg.
P.s. 2: Grande filme, interpretações sublimes, uma história
 emocionantemente forte e uma linda canção. Mas um filme 
injustiçado no OSCAR, indicado a 10 prêmios, não levou nenhum.
P.s. 3:  Renato Russo regravou esta canção
 para o seu álbum  solo "The Celebration Concert".

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Poesia a Qualquer Hora (161) - José Chagas

Cigarra e Formiga 
( antifábula )

Fala-se mal da cigarra, 
fala-se bem da formiga, 
pois que uma canta e farra 
e outra em labor se fatiga.

Diz-se que uma só gasta, 
e a outra guarda o que tem, 
e em sua riqueza vasta 
não quer ajudar ninguém. 

É uma história que se narra, 
sem graça, de tão antiga, 
e nela nem a cigarra 
se envolve, nem a formiga.


Ambas nada têm com isso 
que seu La Fontaine inventa, 
com um fundo moral cediço 
de uma fábula odienta. 

Cada qual cumpre a missão 
que lhes deu a natureza; 
nada têm com o que dirão 
contra a cigarra indefesa.

Querem por força lançar 
cigarra contra formiga, 
a fingir-se um falso ar 
de tradição inimiga.

Cigarra e formiga juntas 
vivem, dando o que falar, 
mas não respondem perguntas 
de um mundo raso e vulgar.

Elas estão muito acima 
do que nossa vida engana, 
e nenhuma se aproxima 
de nossa atitude humana.

Não é com cigarra alguma 
nem com formiga qualquer 
que alguém, a seu modo, assuma 
a tolice que quiser.

Sem nunca cometer falha, 
sem descuidar-se um instante 
é que a formiga trabalha 
para que a cigarra cante.

O canto é tão necessário 
quanto o labor. E entre os dois 
não se sabe, em seu fadário, 
quem vem antes ou depois.

O homem, com braço e garganta, 
suaviza a sua batalha, 
e trabalha, enquanto canta 
e canta, enquanto trabalha.

O canto é irmão do labor 
e, irmãos, se dão por completos, 
jamais iriam propor 
uma disputa de insetos.

Deixe-se a cigarra em paz, 
deixe-se em paz a formiga, 
e seja o homem capaz 
de amar trabalho e cantiga.

Não há povo que não cante 
nem povo que não trabalhe, 
e a poesia é reinante, 
no todo em cada detalhe.

José Chagas

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Construa pontes, no lugar de muros


Futebol, Metáfora da Vida, por Tostão

Futebol, metáfora da vida
Eduardo Gonçalves Andrade (Tostão)

O futebol pode ser visto, analisado, admirado e imaginado de diferentes maneiras. Essa multiplicidade de olhares, a beleza do jogo e a presença marcante e frequente do imponderável fazem do futebol o esporte mais popular, mais emocionante e mais surpreendente do mundo.

Pode ser visto como um jogo de habilidade, de criatividade e de fantasia; um jogo técnico, científico, pragmático e planejado; uma disputa corporal e de força física; um balé; uma metáfora da vida, com seus dramas, dualidades e emoções; um grande negócio (cada vez mais); um entretenimento; uma catarse para os torcedores; uma manifestação cultural, política e sociológica; de todas essas formas e de outras que se possa imaginar.

O futebol chegou ao Brasil em 1894, trazido por Charles Miller, filho de um inglês com uma brasileira. No início, era jogado somente pelos ricos e brancos. Não daria certo. Na década de 1920, o Vasco foi o primeiro clube brasileiro a contratar negros. Tudo mudou. A miscigenação do povo brasileiro foi um fator decisivo para o crescimento técnico do futebol e para o surgimento do estilo habilidoso e criativo. Nascia o futebol-arte, tão admirado em todo o mundo.

A profissionalização do futebol começou em 1933. Apesar de ser hoje um grande negócio, o futebol brasileiro ainda tem muito de amadorismo e de improvisação. Muitos torcedores não aceitam também as mudanças. Sonham com um time de jogadores apaixonados e com uma longa carreira em seus clubes.

Desde menino, ouço que o Brasil é o país do futuro, e que o futebol brasileiro é desorganizado fora de campo. O futuro ainda não chegou, e os clubes continuam desorganizados, administrados por pessoas incompetentes e oportunistas.

Dentro de campo, o futebol brasileiro é o grande destaque mundial, e o Brasil o país que mais forma jogadores. Para ser um atleta excepcional, um craque, é preciso ter, em alto nível e em proporções variáveis para cada jogador, muita habilidade, criatividade, técnica, além de ótimas condições físicas e emocionais. O talento é a união de tudo isso.

A habilidade é a intimidade com a bola, a capacidade decolá-la nos pés, não perdê-la, mesmo diante de um adversário. Assim como a criatividade, a habilidade surge na infância, nas brincadeiras, sem regras e sem professores.

Dos fundamentos técnicos (passe, drible, finalização, desarme), o drible é o mais representativo da habilidade. A finta é o drible de corpo, sem tocar na bola. O drible, característica do futebol brasileiro, tem muito a ver com a ginga, com a dança e com nossa origem multirracial. Ele é o fundamento técnico mais lúdico e o mais importante para ultrapassar uma forte defesa. O drible tem sido cada dia mais substituído pelo passe, tecnicamente correto, sem risco. Os dois fundamentos são essenciais. O passe é o fundamento técnico mais representativo do jogo coletivo e planejado.

A criatividade é a antevisão do lance e a jogada surpreendente. Antes de a bola chegar, o craque, em uma fração de segundos, mapeia tudo o que está à sua volta, percebe a movimentação dos jogadores e calcula a velocidade da bola, dos companheiros e dos adversários.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Piada da Vez

Quinta Sinfonia de Beethoven

O Manuel e a Maria resolvem ir ao Teatro Municipal. 
Percebendo estarem atrasados, o marido pede a mulher 
que se apresse. Após muitos retoques,a Maria termina de 
se arrumar e eles se dirigem as pressas para o teatro. 
Ao entrarem, o apresentador está anunciando:

- Ouviremos a Quinta Sinfonia de Beethoven. 

Irritado, o Manuel ralha com a Maria:

- Estas vendo, mulher!
Por tua causa perdemos as outras quatro!

20 anos da morte de Mussum

Hoje 20 anos da morte do 'Trapalhão' Mussum -      'Saudadis'

Mussum, nome artístico de Antônio Carlos Bernardes Gomes, nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de abril de 1941. Ele foi um músico, humorista, ator e comediante brasileiro.
Como músico foi membro do grupo de samba "Os Originais do Samba" e como humorista, do grupo "Os Trapalhões".

O Trapalhão Mussum
Mussum foi considerado por muitos o mais engraçado dos Trapalhões. No programa, popularizou o seu modo particular de falar, acrescentando as terminações "is" ou "évis" a palavras arbitrárias (como forévis, cacíldis, coraçãozis) e pelo seu inseparável "mé" (que era sua gíria para cachaça). O personagem que vivia no programa "Os Trapalhões" tinha como característica principal o consumo constante de bebidas alcoólicas, em especial a cachaça.
Mussum se celebrizou por expressões onde satirizava sua condição de negro, tais como "negão é o teu passádis" e "quero morrer prêtis se eu estiver mentindo", além de recorrentes piadas sobre bebidas alcoólicas.

Também criou outras frases hilariantes, que se popularizaram rapidamente, como "eu vou me pirulitazis (pirulitar)", quando fugia de uma situação perigosa, ou "traz mais uma ampola", pedindo cerveja, ou "casa, comida, três milhão por mês, fora o bafo!", passando uma cantada em uma mulher bonita, ou ainda "faz uma pindureta", pedindo fiado.
Seu personagem constantemente brincava com os outros membros do grupo, inclusive inventando apelidos divertidos (Didi Mocó era chamado de "cardeal" ou "jabá" ou Zacarias era chamado de "mineirinho de Sete Lagoas"). Também era alvo de gozações por parte dos demais membros do grupo, recebendo apelidos como "cromado", "azulão", "grande pássaro" entre outros, sempre ficando evidente, entretanto, que as brincadeiras e gozações eram feitas num ambiente de amizade entre os quatro...

Morte
Mussum morreu em 29 de julho de 1994, aos 53 anos, não resistindo a um transplante de coração, e foi sepultado em São Paulo. Deixou um legado de 27 filmes com "Os Trapalhões", além de mais de vinte anos de participações televisivas.

Fonte: Wikipédia >>> [Clique e saiba mais]
Leia também:  Cacildis! Lançada biografia do Mussum >>>

Veja os 3 vídeos abaixo, muito hilário





segunda-feira, 28 de julho de 2014

Hoje, 100 anos do início da 1ª Guerra Mundial

<> Um século do início da Primeira Guerra Mundial <>

Há 100 anos, em 28 de julho de 1914, começava a Primeira Guerra Mundial, assim conhecida por ter envolvido as maiores potências mundiais. O conflito iria terminar somente quatro anos depois, em novembro de 1918, e foi classificado como a guerra das guerras, pela dimensão da tragédia, pelo uso de tecnologias modernas na ação de matar e por ter deixado quase 9 milhões de mortos entre os combatentes. Não há estatísticas confiáveis sobre civis mortos diretamente como consequência da guerra, mais os que morreram como efeito colateral do conflito, mas estima-se que superem 10 milhões de pessoas.


Completando agora um século desse evento trágico, é importante que as gerações de hoje e as do futuro sejam informadas das causas, do desenrolar das ações e das consequências apavorantes que conflitos dessa magnitude impõem sobre a humanidade. O horror que se abateu sobre a Europa diretamente e sobre todo o planeta indiretamente colocou em xeque a própria lógica da existência da vida e a questão de se a humanidade seria capaz de viver e sobreviver sob a paz, apesar das diferenças de interesses entre as nações. O horror sanguinário e a dimensão da matança na Primeira Guerra Mundial foram consequência também da genialidade humana, que havia menos de três décadas acabara de inventar a eletricidade e o motor a combustão interna. Essas invenções deram curso ao que se convencionou chamar de “segunda revolução tecnológica”, que mais adiante daria ao mundo progresso sobre a produtividade econômica e sobre a melhoria do bem-estar médio. Infelizmente, o progresso tecnológico contribuiu para a morte e para o tamanho da catástrofe durante a guerra.

°°° Fonte: via Gazeta do Povo >>>

Frase para a Semana

“O que mata um jardim não é 
o abandono. O que mata um
jardim é esse olhar de quem
por ele passa indiferente.
E assim é com a vida, 
você mata os sonhos que 
finge não ver."
Mario Quintana
(Alegrete, 30 de julho de 1906 - Porto Alegre, 5 de maio de 1994). 
O gaúcho Quintana foi poeta, tradutor e jornalista brasileiro.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

25 de Julho - Dia do Escritor

Parabéns a todos os Escritores. 
Escritores esses, que nos fazem viajar sem sair do lugar,
 e nos transmitem conhecimento e sabedoria, para cada leitura.

Poesia a Qualquer Hora (160) - Alex Castro

Poema aos Escritores Retos


nunca conheci escritor confessadamente ruim.
todos os meus conhecidos têm sido brilhantes em tudo.

e eu, tantas vezes preguiçoso, tantas vezes mal articulado,
eu tantas vezes irrespondivelmente solitário,
indesculpavelmente arrogante,
eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para puxar sacos,

eu, que tenho sido invisível aos resenhistas de suplemento,
eu, que tenho sentido os olhares superiores dos publicados,
eu, que tenho feito vergonhas literárias, conjugado sem concordar,
eu, que, quando a hora do debate surgiu, me tenho afastado
para fora da possibilidade da porrada;
eu, que tenho sofrido a angústia dos pequenos contos ridículos,
eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo literário.

todo escritor que eu conheço e que fala comigo
nunca teve um conto ruim, nunca sofreu de crônica apressada,
nunca foi senão shakespeare – todos eles shakespeares – na vida…
quem me dera ouvir de alguém a voz humana
que confessasse não uma perseguição editorial, mas um fracasso próprio;
que contasse, não uma rejeição injusta, mas uma merecida!
não, são todos o Ideal, se os leio e de si falam.
quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez escreveu mal?
Ó, são todos machados os meus irmãos,

arre, estou farto de gênios da literatura!
onde é que há escritores medíocres no mundo?

então só eu sou imaturo e despreparado nesta terra?
poderão os editores não os terem publicado,
podem ter sido rejeitados – mas por serem ruins nunca!
e eu, que tenho sido ignorado por justo merecimento,
como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
eu, que tenho sido ruim, literalmente ruim,
ruim, no sentido mesquinho e infame da ruindade literária.

Alex Castro
[ Saiba + ]

( Hoje 25 de Julho é Dia do Escritor )