"Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada."
Charles Dickens (1812 - 1870) - Escritor Inglês

quinta-feira, 2 de junho de 2016

O Livro dos Mortos do Rock

O Livro dos
Mortos do
Rock

Revelações sobre a vida e a morte
de sete lendas do Rock n´Roll

Autor: David Comfort 

Tradução: 
Ricardo Giassetti e Roberta Bronzatto
Editora: Aleph - 2010 - 392 páginas

Este livro traz biografias de sete lendas do rock que tiveram muito coisa em comum, tanto em vida como até na hora da morte. David Comfort traça um paralelo das trajetórias pessoais e profissionais destes 7 ícones do rock que encontraram um fim precoce, trágico e suspeito. 



São eles: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Elvis Presley, John Lennon, Kurt Cobain e Jerry Garcia. 

O autor nos traz fatos reveladores e surpreendentes, histórias bizarras e insólitas da vida de cada um destes astros. Infância perturbada, fama inesperada, envolvimento com álcool e drogas e de problemas familiares. Todos tiveram origem modesta, eram gênios e eram autodestrutivos, mas todos eles ficaram imortalizados.

Talentosos, carismáticos, transgressores e revolucionários, mas isolados, cheios de conflitos e inseguros, eles fizeram uma jornada frenética do outro lado da fama. Seus excessos culminaram em mortes prematuras e cheias de mistérios. Quatro deles morreram aos 27 anos de idade: Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin e Kurt Cobain. Alguns deles tinham uma verdadeira atração pela Morte. 

Os últimos dias destes ídolos, são cercados e encobertos em mistérios. O autor nos revela várias destas investigações sobre suas mortes: 

"+ o papel sinistro desempenhado pelo empresário e pela namorada de Hendrix em seus últimos instantes de vida e no acobertamento de sua morte; 

+ a bizarra odisseia do cadáver de Jim Morrison; 

+ Por que Kurt Cobain valia mais morto do que vivo para sua ambiciosa esposa; 

+ As razões sombrias que levaram John Lennon a navegar pelo Triângulo das Bermudas pouco antes de encontrar seu assassino; 

+ A doença debilitante e o remédio ‘milagroso’ que impeliram Elvis ao suicídio."

E traz também um encarte com 16 fotos em preto e branco dos Sete mitos biografados neste livro.

Esses artistas estavam cercados de fãs, idólatras e bajuladores, mas o que eles realmente buscavam, era o reconhecimento de sua arte e seu valor para a música.

Muito bom livro. Muito bem escrito. Repleto de histórias impactantes e surpreendentes. 
Recomendo, principalmente para quem curte o rock!

Trechos:
- “Os Sete surgiram em momentos trágicos. Os sonhos da década de 1960 foram estilhaçados com o assassinato de seus heróis da juventude: Os Kennedy e Martin Luther King. Meio milhão de soldados morreram no Vietnã; outros jovens formam mortos no massacre da Universidade de Kent, na Convenção Democrata de Chicago e no festival de Altamont. Tudo isso ocorreu sob a sombra sinistra de bombas atômicas e da Guerra Fria. Em meio a esse cenário, o grito de liberdade foi dado por uma nova voz política, cultural e artística: a das estrelas do rock. Pioneiros em uma forma de arte criada por jovens para os jovens, os astros cantavam sobre a revolução e o amor. Sua música expressava todo o idealismo, inocência e energia sem limites da juventude, mas, ao mesmo tempo, falava de sua alienação, confusão, seu medo e violência. Nesse sentido, foi o prenúncio das mesmas lutas que nos cercam atualmente” – p. 12 e 13

- “ O problema é simples: em um primeiro momento, as drogas tendem a dar mais do que tiram; mas, com o consumo excessivo, passam a tirar mais do que dão. Muitas vezes o custo torna-se excessivamente alto para uma lua de mel que foi curta demais. Esse não é um problema intrínseco à droga em si, mas ao usuário. O usuário desmedido, o insaciável, a personalidade com tendência ao vício. A pessoa, muitas vezes um artista, que acha que nunca chapa o suficiente, por mais chapada que fique. A pessoa que constantemente cruza a linha entre ficar doidão e se acabar, intoxicado, destruído, arruinado, em estado de perda total. Os Sete agiram como pavio em ambos os extremos: curtiam e chapavam quase o tempo todo, e a combinação ajudou a matar a maioria. Mas, para eles, a vida careta era vida leve, vida acústica – ou seja, vida nenhuma. E rock sem drogas era rock acústico – ou seja, não era rock.” – p. 121

-“ Originado não somente do blues, mas também do gospel e do soul, o rock forneceu muito do sagrado e do profano ao longo dos anos. E os astros forma despedaçados entre um e outro.” - p. 274

-“ Quando você morre, encontra a felicidade absoluta e sua alma continua viva em algum lugar. Não tenho medo de morrer. A paz total após a morte, tornar-me outra pessoa, é minha maior e melhor esperança.” – Kurt Cobain – p. 321

-“ ’Quanto mais você vive, menos você morre’, era o lema de Janis. ‘Você pode destruir o agora se ficar se preocupando com o amanhã. ’ Os Sete tinham a mesma opinião: mais vale um dia de leão do que cem anos de cordeiro, já dizia o ditado. E foi exatamente nesse dia que cada um deles experimentou momentos eternos e arrebatadores, momentos que apenas alguns mortais terão a chance de conhecer. “ – p. 375

O autor:
David Comfort é formado em Literatura, autor de três best sellers. Seus contos de ficção foram publicados em diversas revistas, incluindo Eclectic Literary ForumPacific ReviewCoe Review e Belletrist Review. Comfort recebeu diversos prêmios literários e foi finalista de prêmios de renome como o Nelson Algren Award e o America’s Best. Ex-músico de rock, passou mais de 30 anos estudando o estilo, em especial os revolucionários e fatalistas pioneiros da década de 1960. Atualmente mora em Santa Rosa, Califórnia.

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