Éramos campeões quando não esperavam tanto de nós.
Quando o drible era invenção e não técnica,
a bicicleta, um passo de dança de um único jogador.
O futebol era em branco e preto
e a garganta era o visor de todos os ouvidos atentos.
Éramos campeões quando não acreditavam em nós.
Brasil tinha presidente Bossa-Nova
e o que existiu, até a Copa de 70,
foi apenas a vontade de ganhar.
Depois virou fausto.
Filigrana de campeão.
Deitaram-se nos louros
e hoje pastam sem o interesse
de quem espera tanto deles.
Veja só, agora são eles,
não somos mais nós...
Thereza Christina da Motta
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